terça-feira, 28 de outubro de 2008

Tengo algunos amigos que tienen grandes ideas y son muy estimados, pero están fascinados por esta luz, por esta vida que recuerda a las estrellas del rock de antes. Los más cercanos a mí son Vincent Gallo y Claire Denis: intento convencerles de que el cine no consiste en esto.

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Había un grupo de cineastas franceses de pesadilla encabezados por Benoît Jacquot, que era el peor cineasta del mundo y que buscaba el esteticismo a su manera: los personajes siempre estaban pensando y moviendo las manos, las películas estaban ambientadas en París, y su conjunto cromático estaba compuesto por colores pastel.



La mejor entrevista de Letras de cine.

4 comentários:

Anônimo disse...

Gran entrevista oportunamente rescatada del "limbo". Me alegra ver confirmadas ciertas hipótesis sobre "No Quarto da Vanda" que había escrito para "Senses of Cinema". Y es verdad lo que cuentan los entrevistadores, Pedro Costa puede tener un aire taciturno, tímido o callado, pero también puede ser muy divertido, muy cinéfilo (siempre surgen Tourneur o Ford), muy "una persona normal", sin el menor "aire" de "gran artista".
Miguel Marías

bruno andrade disse...

"Eu era estudante na Escola de Cinema. Ele (Antonio Reis) era professor. Eu não tinha visto os filmes dele. Um dia, escrevi a giz num muro do corredor, 'Ao melhor Ozu oponho o pior Cottafavi'. Enfim, uma estupidez como outra qualquer, mas naquela época, naquela escola, parecia-me um gesto útil."

http://pedrocosta-heroi.blogspot.com/2008/02/de-um-lado-para-o-outro.html

"Quando entrei pra escola de cinema, já sabia que não queria mais tocar. Eram os filmes que eu gostava. E com um colega decidimos entrar pra escola. E a primeira coisa que fiz foi escrever coisas, ridículas : 'ao melhor Tarkovksi, oponho o pior Ozu'. É o que ta escrito lá. Eu ainda sou contra o Tarkovski, pobre diabo, não tem culpa nenhuma da nossa estupidez, mas é um cineasta que não é, digamos, da minha família. O Tarkovski para nós era igual ao que não suportávamos na música, grupos que não morreram, que eram o Genesis, o Yes, o Pink Floyd. O Tarkovski era esse tipo de coisa. Ninguém percebia bem, uns caras sozinhos, numas planícies, numas montanhas, uns nevoeiros, uma metafísica, uma filosofia mixuruca, de pacotilha, que ninguém entendia bem. Do outro lado, eram coisas concretas. O Ozu era na verdade uns tres acordes, pin pin pin, sempre igual, sempre os mesmos objetos, as mesmas coisas. Ou o Straub, para mim, era evidente que era acoisa mais próxima do punk como atitude. Era parecidissimo com os Sex Pistols, e eu disse isso muitas vezes ao Straub, e ele ria muito. Evidente que ele não ouvia esse tipo de coisa como eu nao ouvia os Stockhausen, ou Schönberg algo que na musica são proximas deles, mas eu sentia que na cultura popular..."

http://pedrocosta-heroi.blogspot.com/2008/02/mais-uma.html

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Pena que hajam poucos grandes cineastas metaleiros - os dois que me vêm à cabeça, Carpenter e Argento, são não por acaso dois dos meus favoritos.

Daniel Pereira disse...

"En esencia, dar tiempo a la palabra, aunque en nuestro caso se vio interrumpida durante unos minutos por una cucaracha de colosales dimensiones que apareció mientras comíamos en el bar más castizo que encontramos en esta Barcelona del diseño. Creíamos que lo mejor era buscar un lugar donde se sintiera a gusto, después de haber pasado tantos años en los barrios lisboetas. Como hombre de mundo, no se inmutó por aquella visita y continuó comiendo sus patatas bravas con la misma decisión con que las pidió."


O que eu acho é que há momentos nestas entrevistas que dizem mais sobre quem está a entrevistar do que do entrevistado.

bruno andrade disse...

Isso é particularmente verdade com Carpenter. A fórmula é simples: respostas monossilábicas = não gostou do entrevitador; respostas semi-monossilábicas = gostou.

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