segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O grande predecessor de Heat não é Melville, Hawks ou Walsh.

Nem Eisenstein, Murnau, Ferrara ou Dreyer.

Nem mesmo Cimino, apesar de ser evidente em todos os filmes de Mann uma fascinação pela técnica de apreensão e gestão do espaço cênico tão cara ao diretor de O Ano do Dragão (e naquele clipe exibido no Oscar do ano passado lá estavam alguns trechos de Heaven's Gate - no coincidences -, e quanto a este poderia ainda comparar seu desenho de som ao de Miami Vice - como em Cimino, o som é determinante no trabalho que Mann faz, um som que ocupa, amplifica e repercute propriedades específicas do espaço restrito pela câmera, segundo termo de uma equação que acusa e confirma a existência do primeiro... Mas tudo isso dá trabalho, melhor então deixar para outro dia).

O precursor de Heat, tanto no campo técnico como no dramático, é um velho filme de Claude Sautet chamado Classe tous risques.

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