quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

11 comentários:

Anônimo disse...

Siguiendo tu recomendación, estoy viendo Fulci. No me convenció gran cosa "Beatrice Cenci", recargado de zooms, ni me entusiasmó, vista en VO, "Una lucertella". Pero a partir de "Non si sevizia..." suelen ser muy buenas las que llevo vistas, en especial "The Beyond". Pero sigo investigando...
Desde luego,mucho mejor que mi tío...
Miguel

bruno andrade disse...

Tudo se justifica à altura de Cat in the Brain - os bons filmes como os maus.

Há algo em Fulci que permanece muito moderno: para além de ser um cineasta realmente destruidor (como De Palma, Resnais e Argento freqüentamente são, e nas antípodas por exemplo de um Carpenter, mais clássico e prudente), que não cede em momento algum à tentação fetichista que parece se impôr aos cineastas que trabalharão com o fantástico após o período 60-70 (penso particularmente naqueles que desde então pretendem "renovar" essa franquia do fantástico e acabam sobretudo evidenciando o caráter paradoxal e terminal desse tipo de esforço); um cineasta que se apossa de uma certa herança do fantástico (tanto do seu cinema quanto de sua literatura) não para renová-la mas para justamente adiantar um estado de putrefação desse cinema, dessa herança; para além dessas coisas Fulci, como por exemplo Skolimowski, Moullet, Sganzerla ou Ruiz, parece buscar um desequilíbrio - muitas vezes proposital e consciente, outras vezes não, mas sempre constante e portanto coerente em seus filmes - entre sofisticação e vulgaridade, pobreza e abundância, invenção e indigência. É desse desequilíbrio - que tende a valorizar tudo o que é excessivo e, no caso particular de Fulci, essencial - que Fulci extrai momentos raros. Daí a beleza e a repelência se confundirem e se complementarem como nunca antes.

Poucos cineastas foram tão convenientemente vulgares - talvez seja isso que torne o caso de Fulci tão singular. Basta compará-lo a Lenzi ou Franco.

bruno andrade disse...

Leitura essencial: http://bxzzines.blogspot.com/2006/10/lucio-fulci-mad-movies-n22.html

Anônimo disse...

Tanto en "Black Cat" (de un modo más "clásico") como en "Non si sevizia un paperino" (el más político e "italiano", no por ello "realista" salvo en la esencia), pero lo mismo en "The Beyond" que en "Paura nella città dei morti viventi" o "Quella villa accanto al cimitero", lo que para mí destaca es la absoluta locura delirante de las historias (en eso, como en los Argento que prefiero, "Inferno" o "La Sindrome di Stendhal"), o de los esbozos dinamitados de historias, articulados por la tensión. Locura explicada por esa especie de "discurso del método" autorreflexivo (como "The Patsy" para Jerry Lewis, "Choses secrètes" para Brisseau o "Mary" para Ferrara, quizá) que es casi su único film con final feliz, "Un gatto nel cervello".
Miguel Marías

bruno andrade disse...

São justamente esses "esboços dinamitados de histórias", matéria ideal para um cinema que se quer a própria putrefação da matéria, que fazem de Fulci um desses destruidores raivosos que ocasionalmente conduzem o cinema a tentativas semelhantes à de Mallarmé (Le film se détruit à mesure qu’il se construit et efface sa trace derrière lui. Les gestes, les visages, les voix et les décors nous comblent moins de ce qu’ils sont que de ce qu’ils deviennent, et plus précisément de la forme inéluctable de ce devenir. Il s’agit de se délivrer de hantises en les maîtrisant jusqu’à les rendre inhumaines. - Mourlet)

Penso em nomes - De Palma, Resnais, Argento, Buñuel -, ou se preferir títulos, Blow Out, Marienbad, Tenebrae, Tristana, The Beyond.

Evandro Duarte disse...

E o Robinson Crusoé do Buñuel, não?

Obs: Qual a tecla de atalho para escreber "n" com o "acento"?

bruno andrade disse...

Esse eu nem vi.

Anônimo disse...

Bruno, hay un DVD americano (no he visto el español) de "Robinson Crusoe" que te aconsejo conseguir. Para mí, es una de las obras mayores (y menos previsibles) de Buñuel, y uno de los grandes films narrativos de aventuras, tan fascinante como "Moonfleet", "Anne of the Indies" o "Way of a Gaucho". Para los que dicen que Buñuel hace cine "feo" y "descuidado".
Miguel Marías

Evandro Duarte disse...

Já gravei um CD aqui com Robinson Crusoé e "Um jogo de vida ou morte" (aquele remake do filme do Caine e o Olivier com o Caine no papel do Olivier).
Depois te entrego em troca de um Sunchauser e um Heaven's Gate em espanhol, pelo menos.

bruno andrade disse...

O Buñuel blz. Quanto ao remake, fico com o original.

Evandro Duarte disse...

Sleuth!

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