sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

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O único filme realmente revolucionário dos anos 90.

Análise aqui.

5 comentários:

daniel disse...

Não gosta de "Close-up"?

bruno andrade disse...

Adoro.

daniel disse...

Pô, então dá uma colher de chá pro Kiarostami e inclui ele no pacote junto com o Brisseau. O coroa merece!

Anônimo disse...

Uno de los más impresionantes, fascinantes y misteriosos Brisseau.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Não acho que seja o caso, nem acho que o Kiarostami - Ten e Five inclusos - seja de fato um cineasta revolucionário. Close-Up é um filme particularmente pudico, bastante prudente, e de certa forma bastante tradicional (uma tradição que vai de Rossellini e Alemanha Ano Zero a Herzog e O Enigma de Kaspar Hauser, passando por Rouch, Rouquier, os Lang anti-nazistas etc. - uma tradição que longe de apenas se confundir é a própria tradição da reportagem). Kiarostami encontra e identifica - capacidades fundamentais de qualquer artista genial - uma configuração (nada de dispositivo, uma vez que em Kiarostami o cinema é instrumento de revelação, de disposição portanto) que lhe permite indagar, com lucidez e perspicácia - virtudes fundamentais de qualquer artista genial -, o assunto do qual trata. É com simplicidade e cautela que Kiarostami aborda o assunto como determinado pela configuração específica na qual esbarra, isso quer dizer através de uma forma perfeitamente clássica, abandono ideal de si mesmo. Falta ao Kiarostami a selvageria, uma vontade de exaltação do mundo, a paixão avassaladora concretizada em seu grau máximo de luminosidade, um delírio de lucidez, uma convicção de espírito a que se baseiam os ditames do coração e o testemunho da consciência, e que fazem a força de todas as obras realmente revolucionárias, como por exemplo Céline: é uma espécie de materialismo divino que se faz presença e está em jogo pela primeira vez em um filme.

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