domingo, 18 de janeiro de 2009



Interessante perceber como essas virtudes presentes por exemplo nos primeiros filmes do Losey, nos seis filmes que Ida Lupino dirigiu entre 49 e 53 - uma franqueza resultante de uma observação direta e uma atenção zelosa, quase maníaca, à presença dos reflexos da intimidade em cada gesto, em cada ação do ator; a concisão, a simplicidade do relato; a compunção, a fisicalidade, a força bruta daquilo que é relatado; a exigência constante de fazer com que o peso, a pressão exercida pelo ator sobre a cena e pela cena sobre o ator sejam a própria matéria da cena e da atuação - meio que migraram do filme B Hollywoodiano para filmes como os de Pialat, Eustache, certos documentários, Pedro Costa, Jean-Claude Rousseau, o de Bill Douglas abaixo e o de Wang Bing acima.

5 comentários:

Anônimo disse...

A propósito de Losey, que achas de The Criminal (1960)?

Anônimo disse...

Muy cierto, lo mismo que veo en Jia Zhangke lo más parecido hoy a Preminger. Pero ¿por qué? Es un misterio parecido a la resurgencia de vrios Srk (y McCarey) en el cine chino, japonés o coreano.
Miguel Marías

bruno andrade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
bruno andrade disse...

The Criminal? Amo. Mas tinha em mente ainda outros filmes, como The Boy With Green Hair, The Lawless, The Prowler, a refilmagem de M (superior ao original, em minha opinião, por mais que eu ame o de Lang), The Big Night, The Sleeping Tiger, Time Without Pity, mais simples, mais diretos, que se colam mais estritamente à pele daquilo que filmam, embora essas mesmas qualidades existam em The Gipsy and the Gentleman, Blind Date, o próprio The Criminal, Eva, mesmo que atenuadas por um gosto ainda mais pronunciado de artifícios, de uma decupagem menos eficaz porque mais opulenta e portanto já menos centrada nas nuances de ações que mesmo mínimas, mesmo as mais frágeis, alcançam uma amplidão e um alargamento raríssimos no cinema através do gesto que as designam no mundo físico.

Um mistério, sem dúvida Miguel, vivo ainda por cima, ao qual Rissient vem prestando atenção desde meados dos anos 70 - não à toa o homem responsável por chamar a atenção da crítica francesa dos anos 50 para as obras de Losey, Lupino, Preminger, Sirk e McCarey.

Anônimo disse...

Cierto que Rissient ha sido a menudo el primero que hizo caso, que mostró, que señaló
Miguel Marías

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