segunda-feira, 9 de março de 2009

Todo e qualquer fator direta e materialmente envolvido na dramatização constitui profundamente, elementarmente, primordialmente o objeto de sua arte. Uma concepção pragmática e materialista da cena, o que não significa se fechar às infiltrações de todos os aspectos imateriais e fantasmáticos potencialmente presentes. O cinema de Preminger se confunde à definição mesma de mise en scène, e não à toa sempre que Jacques Rivette se propunha a escrever um texto sobre ele acabava se deparando com uma nova formulação do que seria a mise en scène.

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"Trazer à superfície o que é mais profundo"

3 comentários:

Anônimo disse...

Magnífico texto de Luis Carlos Oliveira, Jr. sobre Preminger; también a mí me hizo pensar "Changeling" en "Bunny Lake Is Missing" (la primera crítica que publiqué, en 1966), pero es casi lo contrario, y es mejor aún, más rico y complejo, el film de Preminger, porque miramos a Carol Lynley dudando de ella, en lugar de permanecer, como en Eastwood, siempre del lado de Angelina Jolie.
Miguel Marías

Evandro Duarte disse...

Eu, particularmente, acho o cinema uma arte.

Gentil disse...

http://dicionariosdecinema.blogspot.com/2008/12/beira-do-mar-azul-barnet-1935.html

Texto que todo mundo deveria ler e reler... Enquadra-se perfeitamente à frase: "Trazer à superfície o que é mais profundo".

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