sábado, 4 de abril de 2009









Quando finalmente o conheci, logo vi que não se tratava precisamente de um artista, mas antes de um homem do mundo. Entenda-se aqui, por favor, a palavra artista num sentido muito restrito, e a expressão homem do mundo num sentido muito amplo. Homem do mundo, isto é, homem do mundo inteiro, homem que compreende o mundo e as razões misteriosas e legítimas de todos os seus costumes; artista, isto é, especialista, homem subordinado à sua palheta como o servo à gleba. G. não gosta de ser chamado de artista. Não teria ele alguma razão? Ele se interessa pelo mundo inteiro; quer saber, compreender, apreciar tudo o que acontece na superfície de nosso esferóide.

3 comentários:

Lucian Chaussard disse...

Porra, O pintor da vida moderna. Tu definitivamente está estudando cinema em universidade.

bruno andrade disse...

Nada, o Felipe Medeiros que me passou um e-book dele. No momento estou lendo esse e Introdução ao Método de Leonardo Da Vinci - muitos pontos de contato, e ambos referências importantíssimas do Mourlet. No mais, uma professora passou Noel Burch para leitura e aconteceu a mesma coisa que já havia acontecido em 97: não passei da segunda página. Esse aí é realmente um retardado indesculpável, não tem nem o que discutir.

bruno andrade disse...

Por sinal, o Mourlet tem um livro ideal e convenientemente intitulado Crépuscule de la modernité.

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