quarta-feira, 22 de julho de 2009

Revisão de The Shadow Box ontem.

Parece meio evidente que o que Newman fez foi pegar a revolução cassaveteana e a locupletar rumo ao antigo cinema, isso sem o mínimo menor risco de regressão. Como isso é feito, de que forma?

Ao não excluir a refração midiática (© Biette) que atinge em cheio o cinema desde o final dos anos 60, fazendo pelo contrário que essa refração se exponha em todas as suas potencialidades e em todas as suas precariedades (por sinal, é um filme feito para a TV), Newman conduz seu filme rumo a uma nova frontalidade, que já não é mais a de Dwan e a de Buñuel sem no entanto ser a de Fassbinder e Duras. O que é essa nova frontalidade, então?

É o que o melhor cinema dos últimos 30 anos - Brisseau, Rohmer, Guiguet, Biette - vem explorando e conhecendo. Novamente: como?

Justamente ao não tentar provar ou responder ou demonstrar o que quer que seja.

Um comentário:

Júnior disse...

Frontalidade anti-simbólica, anti-icônica, anti-bizantina: não representando/idealizando nada, mas simplesmente mostrando.

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