domingo, 16 de agosto de 2009

Em cinema, Portugal dá baile

É evidente que o Inácio está redondamente enganado quando fala sobre o cinema francês, que teve a pior década de toda a sua história agora e que há pelo menos uns 30 anos é incontestavelmente inferior ao que se produz de melhor em Portugal. As exceções não apenas confirmam a regra como a reencontram: seja via Paulo Branco, seja via Rivette, cujos últimos trabalhos se assemelham demais aos de Oliveira, ou ainda Brisseau, Chabrol, Guiguet, Biette e Eugène Green - que em dado momento de suas carreiras encontraram subsídios apenas em Portugal -, Alain Guiraudie, Rousseau, Serge Bozon, Arrieta, Moullet, Rohmer, cujos temperamentos lembram muito mais os dos grandes portugueses telúricos que essas caricaturas francesas (um exemplo dentre mil: Faut que ça danse!) que assolam mais e mais maciçamente nossas telas.

Ainda assim, um texto extremamente estimável e desde já leitura obrigatória.

3 comentários:

Daniel Pereira disse...

Somos uma maravilha.

bruno andrade disse...

Não posso dizer se uma maravilha, mas um país que comportou em algum momento de sua história JCM, Oliveira, Antonio Reis, Costa, Canijo, Botelho, um crítico como Bénard... Enfim, isso já parece raro, esse tipo de coincidência feliz.

De uma perspectiva portuguesa, Daniel, o artigo do Inácio se deixa ler de que forma?

Quanto ao Paulo Branco, falo obviamente daquele momento dos anos 80/90 em que produziu Biette, Guiguet, Moullet (além de Oliveira, Costa, Monteiro etc.)

Daniel Pereira disse...

Bruno, está difícil para responder porque o meu acesso à Internet é precário. Mas queria responder. Envia-me um email, responderei daqui a algum tempo.

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