quinta-feira, 29 de outubro de 2009

5 comentários:

Jesús Cortés disse...

Para mí, el más sobrevalorado de los films de Visconti. Mantiene extrañamente el prestigio cuando "La cadutta degli dei" o "Ludwig" ya parece que lo perdieron por fin y "Vague stelle dell´Orsa" o las dos últimas aún no lo alcanzaron.
Los cinco minutos de "Appunti su un fatto di cronaca" me saben mejor que estas más de tres (a ratos incluso insoportables) horas.

bruno andrade disse...

O prestígio que o acompanha desde Cannes 71 ("Mann-Mahler-Visconti") e a publicidade feita pela Warner desde então fizeram mais mal que bem à fama do filme. Mas permanece, da porção final da obra de Visconti, um favorito, embora eu goste muito de todos esses filmes dos anos 70, desde esse aqui até O Inocente (injustamente subestimado). E um caso à parte: o filme não tem desenvoltura alguma, Visconti se rende ao que poderia resultar numa percepção pobre do romance de Mann (os zooms, a direção de arte, a interpretação de Bogarde, a utilização de Mahler, o ambiente lúgubre de Veneza), e no entanto este me parece o mais despojado dos seus últimos trabalhos - talvez por Visconti manter-se impassível ao encarar o fundo de decadência que lhe fascina tanto mas que desta vez enxerga mais como um crítico que como um asceta. Parece-me que Visconti tem sérias dúvidas diante dos exercícios espirituais de Von Aschenbach - é nesta incerteza que vejo o sucesso do filme.

Jesús Cortés disse...

Imagino que tienes razón en lo referente a la mirada de Visconti sobre esta historia, pero yo no veo demasiadas cosas en común con, por ejemplo, el Bertoucci de "Prima della revoluzione" o el Pasolini de casi todas las etapas. No veo la menor "duda" cinematográfica ni vacilaciones ni en fin el uso de la cámara como un medio de hacer ver mejor nada aunque el ángulo de aproximación requiera hacer equilibrios precarios y poco entendibles. Es precisamente el exceso de elementos, las capas superpuestas de música, decorados, interpretación afectada, fotografía preciosista, etc lo que termina haciendo intransitable algunas partes del film, que se ahoga y deja de respirar de tanto ornamento. Para salir corriendo a ver "Murder is my beat" de Ulmer, vamos.

bruno andrade disse...

A incerteza de que falei, devia ter sido mais preciso, ela certamente não se dá no plano da realização - precisa ao ponto da exaustão, sem dúvida, o que no meu caso e com esse filme provoca mais curiosidade que incômodo propriamente dito.

Essa incerteza, vejo-a mais na atitude do Visconti diante do material que trabalha, sobretudo na maneira como o seu olhar vai gradualmente se distanciando do olhar que seu protagonista lança sobre os dois grandes assuntos do filme: a sublimação dos sentidos através da busca incessante da beleza, e a morte. Onde Von Aschenbach/Mahler vê uma glória radiante, Visconti vê sobretudo dor e agonia (é pelo menos isso o que vejo na cena final e na alternância de pontos de vista, o de Von Aschenbach sobre Tadzio e o de Visconti sobre Von Aschenbach). Von Aschenbach passa o filme todo acreditando em algo como uma ascese, enquanto Visconti mostra implacavelmente que esta se dá - se é que se deu - apenas no leito de morte. É justamente isso o que me estarrece cada vez que vejo o filme: essa "atitude" de Visconti só se firma, só se libera e se torna clara pela primeira vez no plano final, após a morte de Von Aschenbach. Por que? Essa pergunta é o que me incomoda, mais que toda a recriação de um ambiente irrespirável. Sinto que há na resposta a essa pergunta algo de terrivelmente doloroso, ainda após passarmos 130 minutos acompanhando a busca atormentada do protagonista - e confesso que todo esse excesso de ornamentos e elementos, que de fato compõem uma atmosfera sufocante, um lodaçal, fazem-me desconfiar ainda mais do ponto de vista, e do real intento, do Visconti nesse filme.

Murder is my Beat é uma pérola, mas para não sairmos de filmes adornados e com um considerável excedente de zooms, que tal Darling Lili, The Whip and the Body ou Reazione a catena?

Anônimo disse...

Demasiado perezoso para tratar de reconstruir - sin garantía alguna de éxito - el largo comentario que escribí hace varios días a propósito de los italianos y el zoom y Visconti y "Morte a Venezia", que quedo "salvado" pero voló al mismo limbo en el que duerme, invisible, uno de los Visconti que yo más aprecio, que peor fama tienen, que más me emocionan, y quizá la exhibición máxima de maestría en el empleo del zoom, "Lo straniero" (o "L'Étranger", si como creo y parece lógico, la V.O. es francesa).
Miguel Marías

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