O sujeito inclusive é incapaz de notar uma contradição flagrante no seu texto, que não por acaso constitui a única questão realmente crítica da comparação Cameron/Lumière-Méliès: os espectadores destes últimos não tinham que pagar o equivalente a R$ 30,00 para assistirem às exibições dos espetáculos.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
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2 comentários:
não foi a alma de CottaFAvi (copyright luc moullet) que encarnou no querido NANNI Moretti e ele lançou um balaço de bola de polo aquático direto na fuça do Berlusconi?
Vibrei.
Acredito que nem saiba o que está escrevendo, o que é típico dessa escrita que confunde impressionismo com escrita a toque de caixa, sem seleção alguma na edição ou mesmo no seu ponto de partida, sem estar maturado ou confrontado devidamente como se espera dum crítico.
Hoje em dia, penso, que estão mais preocupados com a tal chantagem cultural empurrada para cima dos leitores, igualmente imediatistas, de leitura apressada e pouco seletiva - de caráter onívoro, desejando ficar a par de tudo, dando conta de tudo, como essa boa época de especialistas nos manda a cartilha.
Isso quando não se escreve num hermetismo grosseiro, aleatório, complacente à falta do que dizer. E daí camufla-se com termos "elegantes", "difíceis", para jogar nos olhos de quem lê areia e forçadas de barra quanto à sua "propriedade" no assunto.
(Penso em Oscar Wilde que na Arte o assunto é o que justamente não importa. Em crítica isso me incomoda à vista de quem já sabe do filme, quem já o desvendou, quem no alto de sua pretensão o remove a um nível caricato de compreensão. A boa crítica para mim, em geral, vem dos artistas. Vem de Pedro Costa a falar de Antônio Reis, dos processos de filmagem de Bergman, e provavelmente tudo de Straub. Justamente, porque querem se descobrir, confrontar, defender uma postura, continuar na jurisdição do cinema durante as suas projeções de idéias, imagens; porque arejam de liberdade os seus links de correspondências, não se fecham em si mesmos como costumo ver em 90% das críticas, e assim privilegiam o dinamismo do pensamento.)
Enfim, falta foco. É triste.
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