sábado, 4 de setembro de 2010

Incrível como o Tarantino sai de uma das contestações mais vivas e radicais do academicismo cinematogáfico da década (Death Proof, e particularmente os 10 minutos finais) para cair no pior tipo de caricatura rançosa, melosa e pseudo-teatral (toda a insuportável parte Shosanna em Bastardos) de cinema.

Como cineasta, ele se sai melhor investindo em estruturas lineares (Jackie Brown, Death Proof) ou apostando suas fichas num alvoroço de formas pitorescas (Kill Bill, Bastardos)?

Ou talvez - e essa hipótese me agrada e interessa bem mais - trata-se sobretudo dele ser solicitado em seus verdadeiros talentos pelo gênio da presença de certos atores (Russell, Parks; Grier, Forster, De Niro).

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