terça-feira, 19 de outubro de 2010

11 comentários:

Jesús Cortés disse...

Para mí, uno de sus cinco mejores films y el más perfecto de todos

Anônimo disse...

El último gran Losey.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Um que vi recentemente, que ainda não conhecia, e que achei muito bom, dos melhores desse último período, foi A Inglesa Romântica. Lembra muito na sua primeira parte os filmes que Fassbinder estava fazendo na mesma época, e na segunda parece Buñuel (inesquecíveis os olhares e as falas que trocam Caine e Lonsdale).

Mas gosto de Don Giovanni e até de La truite (que eu sei que o Miguel, como várias outras pessoas bem mais sensatas que eu, odeia), sobretudo as cenas de deambulação noturna em Tokyo e o coup de théatre final entre Cassel e Moreau.

Jesús Cortés disse...

Yo casi no tengo término medio con Losey. O me encantan ("The prowler", "Mr Klein", "Blind date", "The boy with the green hair", "The big night", "Time without pity", hasta "The damned" y "The sleeping tiger"; no conozco ni "Figures in a landscape" ni "Imbarco a mezzanotte" ni la que mencionas, "La truite") o casi ni me importan o interesan sus films y alguno me irrita bastante.

Anônimo disse...

The Romantic Englishwoman es interesante, más Fassbinder y el Visconti de esos años que Buñuel; Don Giovanni me parece un error de concepción, más Fellini que Mozart, aunque a ratos funciona; pero La Truite, de verdad, me parece una aberración pseudo-modernilla, y en sus últimos años hay varias otras películas (Les Routes du Sud, por ejemplo)indignas del talento de un hombre que empezó, no lo olvidemos, a enorme altura: The Boy With Green Hair.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Figures in a Landscape é possivelmente o melhor desse último período junto com Mr. Klein; Imbarco vale sobretudo por uns cinco closes lindos no rosto e nos olhos de Joan Lorring (tem muito da atmosfera do neo-realismo, mas lembra mais De Sica que Rossellini ou Visconti).

Miguel: no caso, os Buñuel como Tristana ou Diário de uma Camareira (a cena em que Caine sonha com um diálogo Jackson-Berger cortado pelas ações de um caminhão bem no fundo do plano, se você se lembra, mas também uma série de outras digressões e transições realizadas eximiamente). Visconti, vejo mais em The Go-Between, que apesar de ter coisas excepcionais me parece um filme travado pelas ambições de Losey (nesse sentido, o exato oposto de Figures in a Landscape), mas também mais em outros filmes dos anos 70 e 60. Um dos problemas dessa fase do Losey é que ele muitas vezes teve que trabalhar com roteiros abaixo do medíore (isso data desde pelo menos Gipsy, a bem dizer), e que como cineasta ele no geral se beneficia de construções mais matizadas (a de Klein é um perfeito exemplo). O roteiro de La truite é de uma falta de nuances, de uma grosseria também exemplar: caracterizações, elipses, localizações, tudo. O que eu gosto no filme é justamente o que Losey não consegue transcender desse material e que, propositalmente ou não, revela o que há de falso e engessado nesse mundo pretensamente sofisticado da alta modernidade.

bruno andrade disse...

Ah, e se não viu, veja M, provavelmente o melhor dele - cópia muito boa no KG.

Anônimo disse...

"M" sigo sin volver a verla; estba muy bien, pero no la tengo revisada recientemente. "Figures in a Landscape" es ciertamente la mejor, con "M. Klein", de los últimos años, ciertamente mejor que la amanerada y reblandecida "The Go-Between", infinitamente por debajo de la novela de L.P. Hartley. Cierto que a menudo los guiones de Losey no eran buenos, sobre todo los que más apreciaba (los de Harold Pinter), y deja de trascenderlos cuando prácticamente abandona la puesta en escena por la asistencia a festivales y se considera a sí mismo un gran cineasta y encima moderno: copia desde entonces (desde "Eva" y "The Servant", más aún desde "Accident") a Antonioni, Fellini, Resnais, Bresson, Visconti, Buñuel. Los puntos de contacto con Buñuel me parecen tentativas (fallidas, sin la sutileza, elegancia y soltura de Buñuel) de emularlo; yo me refería a coincidencias menos deliberadas o afinidades (a veces encarnadas en actores cmo Bogarde, Berger, Delon...). Hay películas suyas que me sorprenden tanto como si Dwan o Walsh se pusieran a copiar a Godard o Resnais.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

"Hay películas suyas que me sorprenden tanto como si Dwan o Walsh se pusieran a copiar a Godard o Resnais."

Eis precisamente o que me intriga tanto nele, inclusive em filmes falhos (Boom! particularmente) que não deixam de ser fascinantes (e Boom! é especialmente fascinante, talvez delirante mesmo, nesse aspecto).

Sobre a falta de sutileza e elegância dele nos pontos de contato com Buñuel, completamente de acordo, mas isso me parece igualmente verdade para quase todos os cineastas - incluindo os bons - que tentaram estabelecer esses pontos de contato; que dizer de um caso como o do Losey, que a despeito do que disseram certos interlocutores da sua obra, e apesar de uma técnica extremamente refinada, é tudo menos um cineasta sutil e elegante?

bruno andrade disse...

John Waters on why Boom! is the best failed art film ever

bruno andrade disse...

Não exatamente feliz por concordar em algo com o John Waters, mas...

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