segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Comprei

9 comentários:

Christophe disse...

is it good, as good as Mourlet or Lourcelles?
I saw it last week-end on the quais and I didn't take it...
Otherwise, I saw a 70's Cahiers du cinéma with a Skorecki'text I haven't read "Louis Skorecki : Digne : 20 000 lieues sous la communication ". Do you know if the text is long? Do you know if it has been printed somewhere else?
The others papers seemed boring so I didn't buy the numero. Maybe I should have.

bruno andrade disse...

It has not arrived yet. I believe it must pick from where Rissient left it in september 1960, Cahiers n° 111, Losey special, when he wrote Connaissance de Joseph Losey. This Losey edition is still one of the pinnacles of critical writing on Losey; Rissient's article is, I think, one of the most comprehensible and complete studies of his work up to that point.

Anything with Skorecki in it must be worth the shot; those articles from the 70's, the ones I know, are really really good; he's into a whole different thing and matter in relation to the rest of the Cahiers staff from that period (only Biette seems to follow a somewhat similar vibe; even Daney is heavy onto structuralism, Lacan, Barthes, all this heavy stuff). But I agree that that period in Cahiers is really... problematic, to say the least.

Christophe disse...

thanks Bruno!

Anônimo disse...

Aprecio mucho a Rissient, pero su libro sobre Losey fue, ya en su tiempo (hoy está totalmente desfasado), una gran decepción. Cuando lo que decía el texto estaba muy bien, las películas no lo soportaban, quedaban por debajo o no tenían el menor parecido.
Skorecki en los 70 estaba muy bien; desde hace unos años, lo siento, no dice más que contradicciones (véase el texto reciente más arriba, que encuentro lamentable, como también sus películas recientes).
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Ainda não recebi o livro; conheço-o apenas pelo que Mourlet falou sobre ("de uma clareza lapidar"), que vai de encontro ao que conheço da produção crítica do Rissient. Os MacMahonistas escreveram as melhores coisas que já li sobre Losey, evidentemente.

Sobre o último texto do Skorecki, discordo Miguel. Acho-o perfeitamente sintético.

"le cinéma, contrairement à ce qu'on croit en général, tend tout entier vers l'anonymat ... c'est là son stade ultime, son lieu idéal, sa perfection ..." (Skorecki, 2010)

"Ce que je voudrais faire, c'est un cinéma de caméra absolument invisible. On peut toujours rendre la caméra moins visible. Il y a du travail (encore) dans ce domaine." (Rohmer, 1965)

"Produzir arte significa construir com o já existente um existente novo que de alguma forma exorciza o artista. (...)Recriar um mundo que ao mesmo tempo exorciza o artista e gratifica o espectador, por uma coincidência da vontade de potência do primeiro e do desejo de ordem do segundo no seio de assombrações comuns, reconciliar, tal parece o fim da arte enquanto ato destinado por sua essência de ato a preencher um vazio. À questão 'Por que existe arte?' sucede a questão 'Como existe arte?'. Como esse fim pode ser atingido e o espectador se sentir preenchido? É preciso, evidentemente, que haja a substituição mais total possível do imaginário pelo real presente, uma absorção da consciência pelo espetáculo, uma proximidade à beira do idêntico" (Mourlet, 59)

Esse pensamento sobre arte, acredito, data na realidade de Mallarmé (se é que não data de algum japonês do séc. XIII). Coincide completamente com o que penso sobre a finalidade das formas artísticas.

Anônimo disse...

Sobre cierta parte de la obra de Losey, para mí lo mejor lo escribió James Leahy, nada MacMahoniano.
Las frases lapidario/épatantes no justificadas ni debidamente razonadas, por largo que sea el texto, y vengan de quien vengan, me inspiran siempre desconfianza y tienden al dogmatismo.
Los propios gustos (de todo el mundo) contradicen mayoritariamente
esas concepciones teórico-ideales. Afortunadamente, creo yo.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Não li The Cinema of Joseph Losey, infelizmente. Até agora, porém, realmente não li nada melhor sobre o controle que o Losey tinha sobre os atores (mesmo nos seus filmes mais tortos) e o jogo deles no espaço cênico que o quê foi publicado na edição de setembro de 1960 do Cahiers.

Mas o que realmente gosto nesses textos - incluindo o do Marc Bernard, sobre o qual já conversamos - é que eles realmente são os que melhor descrevem a coisa que mais me toca nos filmes do Losey, que é esse movimento ininterrupto de ascensão emocional, nos melhores filmes seguidos integralmente, dos aspectos mais brutais das emoções. E curiosamente é aqui que vejo muito bem o que falas sobre os gostos contradizerem essas concepções teóricas aforísticas - isso certamente é verdade nesses textos, e até mesmo no caso do próprio Losey na forma como ele via os seus filmes (sobre Eva: "Things went into that film on a very emotional basis. The Bible, the shame, the heterosexual-homosexual aspects, the marriage's destructiveness, the beauty destroyed, the impurity, the blasphemy, the destruction of icons, the bells, all these things - they all just sort of splurge out at that moment.").

Anônimo disse...

En "Senses of Cinema" Leahy tiene un muy interesante texto titulado "Losey Revisited", con unas citas de David Thomson con las que (excepcionalmente) estoy de acuerdo.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Excelente texto. Valeu pela recomendação, Miguel.

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