terça-feira, 30 de novembro de 2010

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Cinética e Contracampo estão anos atrás do que estamos fazendo. Já escrevi para as duas revistas. A Cinética participou de um processo histórico e agora ela já foi jogada para trás. Acho que a gente está 10 anos à frente deles. A jovem crítica apareceu num momento em que essa nova realidade ainda não estava acontecendo. Eu acho que eles precisam começar a entender que, além daquela crise inicial do começo dos anos 2000, em que o cinema brasileiro não se articulava com o cinema contemporâneo, estamos em outro momento. Esses caras têm que acordar. Se eles continuarem com a ideia de que, no cinema brasileiro, os realizadores não trocam, os realizadores não falam… É uma mentira.

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(leia-se: enquanto era oportuno e interessante para mim, eu posava de crítico e me beneficiava de rótulos como o da "jovem crítica"; agora que não é mais, porque fiquei putinho com a recepção aos meus filmes, quero mais é que a crítica se foda)

Vá se foder, Bragança. Discursinho mixuruca, decadente, hipócrita e... extremamente obsoleto o seu. É de escória como você que a crítica brasileira precisa se ver livre. E é você que está anos atrás do que o cinema, o verdadeiro - Nolot, Rousseau, Achard, Brisseau, Green, Oliveira, Mocky, Herzog, Friedl, Hou, Monteiro, Moullet, Ruiz, Vecchiali, Chabrol, Frammartino -, vem fazendo.

4 comentários:

bruno andrade disse...

Ou, como disse um amigo meu:

Antes de ser Cinema o pessoal daqui sente necessidade de ser Contemporâneo, depois Brasileiro, pra só então pensar o Filme que faz.

Gustavo disse...

O cinema novo (Cacá Diegues à frente, claro) instituiu o concurso etário "quem é mais brasileiro aqui" (palavras do Sganzerla). E dá-lhe Os Herdeiros, Pindorama, Macunaíma (que até tem seus méritos)...
Agora, os novíssimos vêm com esse papo igualmente infantil (pra não falar coisa pior): um diz "eu sou mais contemporâneo!"; o outro contesta, "não, eu estou 10 anos na sua frente!".
Adeus, que eu vou rever um Manoel de Oliveira.

raphael disse...

Manoel esse, que apesar dos dois mil anos é mais jovem e contemporâneo que qualquer desses viadinhos aí.

bruno andrade disse...

Tô me fodendo se os realizadores conversam entre si, me fodendo se ficam todos hospedados no Hotel Nacional ou não, se têm ou não problemas de geração, se dão entrevistas, almoçam ou fodem juntos, e me fodendo mais ainda para a eterna caduquice arrivista dos jovens cineastas brasileiros (que data, sim, de Diegues e Jabor e tudo o que resultou de mais condenável no brasilismo covarde do cinema novo): a vontade que dá é de mandar toda essa patota da entrevista calar a porra da boca. O que interessa são os filmes e não essas caricaturas de publicidade de pose artística. Se o filme de qualquer um for bom, ótimo; problema é que nessa história de 'novíssimo cinema brasileiro' ainda não vi nada (e vi apenas pouca coisa) que mostrasse minimamente a que veio esse pessoal.

E a crítica de cinema brasileira tem muita culpa no cartório por essa postura ególatra do Bragança e cia.; não tô aliviando pro lado de ninguém não. Esse monstro do jovem realizador preocupado em ser contemporâneo para melhor badalar nos festivais é uma criação da tal "jovem crítica". Adularam as coisas erradas por razões que não tinham absolutamente nada a ver com pensamento crítico de arte, e agora deu no que deu.

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