terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A essência do cinema como arte não é ser mais documentário ou mais feérico, se o documentário se limita a restituir as aparências incontroladas e se o feérico autoriza a mentira, a trucagem e os artifícios de estetas; mas sim, ao mesmo tempo, o documentário e o feérico, tratando-se da beleza imposta pela evidência do olho irrecusável.

Pergunta do dia(ota): alguém concebe um bom olhar de documentarista destituído de instintos dramáticos superiores?


2 comentários:

Felipe disse...

Como observou o próprio Michel Mourlet: se os cidadãos desse início de século quiserem entender os hábitos e os locais do século passado, encontrarão mais nas reportagens ficcionais de Rohmer que na mediocridade documental, por exemplo.

bruno andrade disse...

O êxtase da verdade

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