terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Só débeis mentais defendem Tony Scott.

12 comentários:

Anônimo disse...

hahahahaha... o franco atirador ataca novamente.

Sérgio Alpendre

Evandro Duarte disse...

Top Gang é melhor que Top Gun.

bruno andrade disse...

Charlie Sheen é melhor que Tom Cruise etc.

RENATO DOHO disse...

opa, eu! hehehe

bruno andrade disse...

Pô, Renato...

Continue gostando do Scott, meta o pé no acelerador da debilidade mental. Só te peço um favor: não recorra à semiótica de bazar com a qual costumam defendê-lo nem à grotesca e pseudo-moderna posezinha, digna da mais ultrapassada revista punk inglesa, "oh, como ferimos o gosto médio e somos iconoclastas ao declarar Tony Scott como um pensador do estatuto da imagem contemporânea etc. e tal", pode ser?

bruno andrade disse...

Você não gosta de BBB também, né?

Arthur disse...

sem semiótica e pose (e pior, rede de influência babacóide: o galo mandou, vamos cantar igual), tô dentro. mas e se ele simplesmente estiver fazendo grandes filmes eventualmente, que proporcionam uma sessão de cinema bela e excitante numa terça qualquer na sala de cinema, com uma simplicidade de mostrar o que existe/o que ele quer sem fru-fru, e a partir dali construir uma aventura muito boa? ou seja, dá pra chamá-lo de mais um cineasta que faz ótimos filmes às vezes, e acabou? fora isso, suas provocações são melhores que os txts que aparecem por aí sobre os filmes dele msm.

bruno andrade disse...

Eu tenho um sobrinho chamado Artur.

De antemão, gostaria de te agradecer por discordar inteligentemente de mim. Se polemizo por aqui, é buscando justamente esse tipo de resposta.

Seria legal poder concordar contigo, mas quando falas em "simplicidade de mostrar o que existe/o que ele quer sem fru-fru" a respeito do responsável por Domino, Estranha Obsessão e Dias de Trovão, aí honestamente já não sei mais do que estás falando.
Não consigo pensar em um realizador mais afetado, prolixo, contorcionista, falsamente prodigioso, pavonesco; o cara basicamente apenas põe uma lente tele e deixa todo o trabalho para a direção de arte e a hipertrofia decorrente da única (redundante) opção visual que faz. Tente retraçar a totalidade do espaço fílmico pela repartição que a câmera de Scott faz de cada espaço - sua decupagem propriamente dita - a partir ou através da luz, das escolhas de lentes, da angulação e das dimensões visuais do plano. Tarefa impossível, e a meu ver é justamente esse o procedimento para se filmar bem ação (Griffith, Dwan, Walsh, Hawks, King Hu, De Palma, Moretti - o Brisseau fala algo semelhante na entrevista acima). Há uma definição preciosa do Truffaut sobre o Welles que esclarece bem o que, a meu ver, é um bom cineasta: um sujeito capaz de encontrar a imagem forte que substitui trinta planos, alguém que sabe condensar onde deve e desenvolver onde deve. Se é que entendi bem o que Truffaut quis dizer, e não querendo ficar muito preso a essa definição, o trabalho do Tony Scott é basicamente o oposto do de um cineasta.

bruno andrade disse...

P.S.: pros débeis mentais de plantão: enquanto vocês bancavam os REF e os Leão Lobo e se excitavam assistindo e comentando os resultados do Globo de Ouro, eu revia Palombella rossa. Tomem.

Arthur disse...

legal ser o nome do seu sobrinho. é, eu reconheço que há uma hipertrofia no cinema dele e uma ausência de construções expressivas que em sua força digam a que o filme veio (se bem que essa "vertente", também hipertrofiada e ao gosto contemporâneo - não mais elegante portanto -, é aquela que gerou monstros feios como esses filmes aronofsky, gondry e amarelo manga, cinema europeu de arte das últimas décadas, novo cinema brasileiro de arte). mas engraçado que pensando nesse último filme dele (vão 20 anos de alguma depuração depois de dias de trovão), e entendendo sim que a técnica toda está lá se contorcendo e ditando uma realização além-cineasta (mas o cameron tb entraria honrosamente aqui), fecho os olhos e fico com uma bela corrida de trens que, de quebra, ainda se faz generosa e mostra o que é um estado romanticamente feio e no inverno (pensylvania). mais uma vez afirmo concordar: detestaria, todavia, ler qualquer tratado semiótico sobre isso, e dizer que tony scott (ou qquer outro) é "demais" como se os motivos disso fossem segredos a serem guardados para os inteligentes é, geralmente, de quem simplesmente vai ao cinema mas poderia bem não ir, pois não faria diferença: nem pra elas, nem para o cinema.

Arthur disse...

em tempo: comentaristas "sérios" (mas mesmo assim "despretensiosos") de BBB: taí uma "raça intelectual" que merece uns bons 50 anos de apartheid.

bruno andrade disse...

Entendesse exatamente o meu repúdio (os tais "monstros feios" das últimas décadas). No mais, o Cameron tem a ciência das lentes e, quando não se afoba no set, é capaz de decupagens exemplares. Mas é fato que a hipertrofia sempre esteve ali, e desde pelo menos T2 ela tomou as rédeas do estilo visual de seus filmes.

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