terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Não me surpreenderia, aliás, se a oportunidade de trabalhar com som direto tivesse catalisado a passagem de mala e cuia do Cottafavi da indústria cinematográfica para o teatro televisivo (o cinema italiano não trabalhava com som direto então; lembrar sempre da piada feita pelo Moretti em Il giorno della prima di Close Up). O segredo desse trabalho com as vozes dos atores só não é maior que o apuro com que se registra a propagação, a presença freqüentemente assustadora do espectro sonoro da voz de cada ator (lembrando que os equipamentos disponíveis na Itália de 1967 eram possivelmente o que de mais rudimentar havia na época).

Foi trabalhando como pioneiro que ele reencontrou alguma coisa que se perdeu (ou se esgotou) após o trabalho do Dreyer em Gertrud para antecipar os experimentos que em poucos anos Straub, Duras, Oliveira levariam adiante.

O que provavelmente permanecerá um mistério.

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