segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Bien que notre travail sur le découpage ait consisté principalement à effacer toute trace d'intentions, d'expression, je peux dire par exemple ce que ma femme a éprouvé en dactylographiant le découpage sur des stencils, que ce serait simplement un film sur la mort. Mais ce sera aussi - j'espère que ce ne sera plus dedans alors, et pourtant encore dedans - un film sur un « homme libre », comme dirait Bernanos. Bach est pour moi l'un des derniers personnages de l'histoire de la culture allemande chez lequel il n'y a pas encore divorce entre ce qu'on appelle artiste et intellectuel; on ne trouve pas trace chez lui de romantisme - on sait ce qui est en partie sorti du romantisme allemand; il n'y a pas chez lui la moindre séparation entre l'intelligence, l'art et la vie, pas de conflit non plus entre la musique « profane » et « sacrée », chez lui tout était sur le même plan. Pour moi Bach c'est le contraire de Goethe.

Sur « Chronique d'Anna Magdalena Bach », par Jean-Marie Straub, Cahiers du Cinéma nº 193, setembro 1967, p. 58

2 comentários:

bruno andrade disse...

Embora nosso trabalho com a decupagem consistiu principalmente em apagar todos os vestígios de intenções, de expressão, posso dizer por exemplo o que minha esposa sentiu enquanto datilografava a decupagem em estêncils, que seria simplesmente um filme sobre a morte. Mas também - espero que não mais no interior, mas ainda também no interior - um filme sobre um « homem livre », para citar Bernanos. Bach é para mim um dos últimos personagens da história da cultura alemã em que não há ainda a separação entre o que se chama de artista e intelectual; não há nenhum traço nele de romantismo - sabe-se que em parte abandonou o romantismo alemão; não há nele a menor separação entre a arte, a inteligência e a vida, assim como nenhum conflito entre música « profana » e « sagrada », nele tudo se encontrava no mesmo plano. Para mim Bach é o contrário de Goethe.

bruno andrade disse...

+ (via Lucas)

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