“Avec mon assistant on s’est dit: on ne sait pas quoi faire, on a signé le contrat, on a un titre, un scénario et une histoire qui pour une fois avait emballé un acteur et un producteur. Mais simplement l’histoire durait deux minutes, et un long metrage doit faire une heure trente. Donc, avec mon assistant, on s’est dit: ‘Prends tous les romans que tu aimes, je te donne les miens; il m’en reste une vingtaine, va chez Hemingway, Faulkner, Gide et prend des phrases.’ Et aujourd’hui, pour les trois quarts, on ne sait absolument plus de qui elles sont. Surtout qu’à certains moments, on les a un peu modifiées. C’est dans ce sens là que je ne me mets pas au générique. Ce n’est pas moi qui ai fait le film. Je n’en suit que l’organisateur conscient.”
***
“(...) por causa de sua pequenez, debilidade e impotência diante do todo-poderoso, Jó tem uma consciência aguda, decorrente de sua capacidade de auto-reflexão: para poder subsistir, ele precisa manter-se sempre consciente de sua impotência em face do Deus Onipotente. Este último não precisa precaver-se do mesmo modo, porque não depara em parte alguma com aquele obstáculo insuperável que poderia levá-lo à hesitação e, consequentemente, também à auto-reflexão. Terá Javé concebido a suspeita de que o homem possui uma luz infinitamente pequena, mas não obstante mais concentrada do que a dele?
Não se vê claramente por que o sofrimento de Jó e o jogo da aposta divina cessam abruptamente. O sofrimento absurdo de Jó poderia continuar enquanto ele vivesse. Mas não devemos perder de vista o pano de fundo deste acontecimento: não me parece impossível que algo tenha surgido pouco a pouco neste pano de fundo, ou seja, uma compensação do sofrimento inflingido imerecidamente e que não podia deixar Javé indiferente, mesmo que só o pressentisse de longe. E então aquele que fora torturado imerecidamente foi elevado imperceptivelmente, e sem disto se dar conta, a uma superioridade de conhecimento de Deus que o próprio Deus não tinha.”
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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1 comentários:
“I told my assistant: we don’t know what to do, we signed a contract, we have a title, a script, a story having enthralled an actor and a producer for a change. But the thing is that the story lasts just two minutes and a long feature film has to be one hour thirty minutes. So, I told my assistant: ‘Go take all the novels you like, I’ll give you mine, I have twenty left, go find Hemingway, Faulkner, Gide and take some sentences’. And now, as for 75% of all that, we have no idea anymore about what belongs to whom. Also because we modified them a little bit here and there. That’s why I didn’t include myself in the credits. I didn’t make the film. I only am its conscious organizer.”
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