quarta-feira, 30 de maio de 2012

A verdadeira pergunta a se fazer não deveria concernir somente o editorial do Delorme na última edição dos Cahiers, que tem pouco ou nenhum sentido numa revista que tem feito escolhas cada vez mais ecunêmicas ou pseudo-iconoclastas, as quais involuntária mas não tão inesperadamente resvalam na mesma coisa consensual e ordinária (fãs de Tony Scott e Super 8 deveriam saber exatamente do que estou falando, mas como nem sabem direito de quais filmes gostam e, principalmente, porquê gostam, é melhor esperar que entendam exatamente a mesma coisa de sempre no que diz respeito a esses assuntos - ou seja, nada) ou ainda o outro texto que tem feito correr tanta tinta, este sobre os cineastas sumidades, os auto-conclamados "especialistas" e "experts", os que fizeram a moda da última ou farão a da próxima semana - coisa que tem pouco ou nenhum sentido numa revista que nos últimos tempos deu destaque para coisas como Abrams, Aronofsky, Fincher, Gondry ou aquele mausoléu lúgubre e pestilento chamado L'Apollonide...

A pergunta a ser feita deveria dar conta simplesmente do seguinte: como disto se chega nisto?

É o que, como leitor (não digo "ex" porque as antigas continuo lendo), gostaria de ver respondido.

2 comentários:

Matheus Cartaxo disse...

"Um gosto é feito de mil desgostos" (Valéry, citado por Truffaut numa nota de rodapé em "Uma certa tendência...")

Marlon disse...

Como?

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