terça-feira, 25 de setembro de 2012

... For the first time, I feel like I’m seeing a bit more clearly. First of all, parallel to the “erasing” that I tried to do from film to film since the beginning, I wanted to be “revolutionary,” in other words to not make steps forward in cinema, but to try to make big steps backwards to return to the source. The goal I was trying to attain since my first film was to return to Lumière... I’ve always been against new techniques. Maybe I’m “reactionary,” but I believe it’s “revolutionary.” So, there’s a misunderstanding to clear up. I’ve been against the techniques that have now brought the cinema of Lumière to TV because I find that the process that led from the first film to TV news reports and to the current cinematic virtuosity (I’m talking about TV because I see a lot more films on TV than in theaters) comes from a degradation that painting has known, that others arts have known, and that need, at a certain stage, an internal revolution like the “impressionists,” and not to make a step forward, but to return to the point of departure.

Basically, I have the feeling that cinema has lost its way, that there only remain capabilities, signs of what it was. In this spirit, I’ve always refused to make my cameraman's work easier, so I’ve never had rails for tracking shots or a dolly, I’ve always had, not a gyro-head tripod that is easy to use, but a rigid tripod whose balls don’t roll very well... In fact, I’ve wanted the camera to be fixed and that even with the greatest desire in the world it isn’t able to move at all. And that, I didn’t know it, but it’s one of the most important things I've learned.

5 comentários:

bruno andrade disse...

Il ne peut y avoir d'invention, au cinéma, qu'en fonction de ce qui entoure cette invention (les autres éléments de la mise en scène) et surtout en fonction du sujet. C'est ce qui met en évidence le caractère vain, nul et non avenu des discussions actuelles sur le nouveau cinéma opposé au cinéma traditionnel (ou cinéma romanesque, cinéma du récit). Dans chaque film original, l'invention et la tradition se répartissent différemment à travers les multiples ingrédients de la mise en scène, d'une façon unique, qu'on ne reverra jamais plus et qu'on ne peut pas codifier. Seuls de très mauvais films - d'horribles films - arrivent à être intégralement révolutionnaires ou intégralement traditionnels.

E continua, referindo-se a um dos antepassados diretos do Eustache, e de todo cinema digno deste nome:

Pagnol cinéaste a été longtemps critiqué, enterré même, au nom de son mépris apparent du cinéma et de sa conception de la mise en scène comme une simple mise en conserve de ses propres pièces. Il pouvait répliquer, et ne s'en est pas privé, que, dans le même temps où il imprimait ses oeuvres sur pellicule, il avait innové dans le domaine du plan-séquence, du son direct, des extérieurs. A-t-il été, techniquement parlant, un réactionnaire ou un novateur? La question, on le voit, est à peu près insoluble et n'a guère d'intérêt. Ce qu'il a décalqué d'un autre art, ce qu'il a inventé, il l'a fait comme sans y penser, en suivant simplement son instinct à la recherche de la meilleure incarnation possible du monde et des personnages qui lui tenaient à coeur. A voir ses films aujourd'hui, on s'aperçoit, et cela n'est plus contesté par personne, qu'il a été en somme une sorte de classique, pour qui l'écriture du scénario et la création des personnages comptaient plus que tout, d'accord en cela, et peut-être sans le savoir, avec la majorité des grands cinéastes qui ont toujours affirmé (y compris ceux qui n'écrivent pas une ligne de leur script) que l'élément le plus important d'un film est l'histoire, tant comme point de départ que comme resultat réel de la mise en scène.

Jacques LOURCELLES

"Journal de 1966", Présence du Cinéma n. 24-25, outono 1967

Continuando, obviamente, daqui.

bruno andrade disse...

A televisão brasileira tem incursionado bastante por outros setores audiovisuais, especialmente o cinema nos últimos anos. Qual é a sua análise desse processo?

Sganzerla: Ela invade, mas não substitui o cinema. Porém pretende substituir, inclusive esteticamente. E nisso se dá mal, porque os filmes derivados da TV são pretensiosos, extremamente arrogantes, não só do ponto de vista do enquadramento, da valorização do instante. O cinema é a arte do presente, e este é feito de toda uma herança. Portanto, você precisa estudar, assistir aos filmes... Tem de conhecer Mizoguchi. Quem não conhece Mizoguchi, não conhece cinema.

bruno andrade disse...

"É raro que um cineasta possa fazer tudo, escrever, realizar, produzir, controlar seu filme de ponta a ponta. E quando ele consegue (os exemplos existem em todos os tempos), não é ele levado a descansar sua atenção em algum canto, obrigado que é a vigiar tantas coisas ao mesmo tempo? O cineasta hollywoodiano da nossa (auspiciosa) época não tinha esses problemas: posto em ação por uma máquina bem oleada, todo o seu trabalho consistia em obedecer, a realizar o que lhe diziam para realizar, ou a desobedecer. Ou seja, para um artista perverso (ou um artesão – não importa o nome), a questão se tornava mais sutil: se tratava de fingir fazer e entregar o pedido, embora insistindo – havia a vontade, a obstinação, a seqüência de idéias – em reservar para si, no interior dos limites impostos, algumas zonas francas onde poderia insinuar alguma coisa de diferente, alguns elementos do filme – considerados como menores, ou inapercebidos pelos patrocinadores – sobre os quais era possível, abrigado, sob os olhos cegos dos patrões apressados, um trabalho de toupeira, preciso, lógico, anônimo. Enquadrado de todos os lados e deixado de lado da liberdade de expressão, o metteur en scène podia, se tivesse o desejo – e é este desejo, insano, inútil e vão, um desejo por nada, um desejo por tudo, um desejo de dizer sem dizer, de fazer sem fazer, de estar noutro lugar estando ali, de se exprimir sob pressão, sob a opressão, um desejo derrisório de querer fazer obra, de querer fazer boa imagem e bom coração contra a má fortuna, um desejo de dizer, um desejo que é freqüentemente formulado por fazer um pouco mais que a parte imposta de seu trabalho, um desejo de se expor a riscos, de expor alguma parte, de arriscar alguma coisa, é este desejo que desapareceu, que desaparece do cinema – sim, o metteur en scène podia se ele tivesse o desejo – e talvez agora ele não pode mais – ele podia trabalhar no sublime, na cinzelagem de um detalhe ou na colocação de um olhar, na iluminação de um gesto ou o fluxo do diálogo, na ordenação delicada de uma cena, na menor das coisas: ele podia deixar o seu."

bruno andrade disse...

Ça me fait peur quand j'entends ça... Pourquoi parler de corps? "C'est un corps", "Travail sur les corps"... Il y a des bons hommes et des bonnes femmes et basta.

Mano, se você curte Debord, Foucault, Baudrillard e todo o lixo cultural da esquerda acadêmica e cordeirinha que lhes segue, melhor deixar o Straub em paz. De boa.

bruno andrade disse...

Diagnóstico perfeito da catástrofe que vem se sedimentando com mais e mais força mundo afora.

Arquivo do blog