sábado, 27 de outubro de 2012

« Quand on va à la Femis (une des grandes écoles de cinéma en France), on s'aperçoit qu'il n'y en a pas un qui a mis les pieds à la Cinémathèque française. Ça paraît incroyable. Ils apprennent le cinéma, mais ils ne connaissent rien à son histoire. Ils regardent les longs-métrages récents parce que ce sont ces films-là qui seront leurs concurrents ! » (André S. Labarthe)

2 comentários:

bruno andrade disse...

La Femis = Desplechin, Assayas, Honoré, Bonello, Kechiche, Hansen-Love, Lvovsky...

Igor disse...

Achei o que procurava para arrematar o comentário sobre Aubron e Burdeau (aqueles que, como os alunos da Femis notados por Labarthe, não gostam do passado e da História). É um trecho de um artigo do crítico Alain Bergala, D’une certaine manière, que também vai me servir aqui para descrever aquilo que penso do cinema do Tarantino. Mato dois coelhos numa só cajadada: “desejo me referir a esses cineastas para quem o cinema não tem nem mais Mestres nem mais História, mas se apresenta como uma grande reserva confusa de formas, de motivos e de mitos inertes da qual eles podem beber com toda a ‘inocência’ cultural, ao acaso de suas fantasias ou modas, para sua empresa de reciclagem de 90 anos de imaginário cinematográfico”. (A tradução que usei aqui é de Ruy Gardnier).
Quanto ao Oliver Stone, que acabei deixando de lado, no dia 30 de outubro, em uma reportagem no site do Estadão em que o diretor comenta a manifestação de Eastwood na convenção republicana, o repórter faz uma síntese dos três filmes de Stone sobre presidentes norte-americanos (JFK, Nixon e W): “São filmes polêmicos, com os quais Stone reescreve a história dos EUA e fala de conspiração, Watergate, manipulação da mídia, etc”. Aí está, em resumo, meu desapreço. Esses expedientes de que se servem ordinariamente os vigaristas ideológicos que se dedicam com afinco em reescrever a História, que por não ter fatos para comprovar suas teses evocam recorrentemente supostas conspirações e manipulação da imprensa.
“Consumo desde os anos 1960 e, neste tempo todo, nunca deixei de encontrar a boa erva. Conheço todas, das melhores às piores”.

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