terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Obsession é não apenas a carta de princípios de tudo o que se convencionou chamar de maneirismo (um dos conceitos mais sinuosos e um dos termos mais complicados já introduzidos numa possível léxica da história das formas) no cinema, além de uma projeção assustadoramente acertada de tudo o que se produziu sob o seu ensejo até a sua inevitável derrocada (anos 2000 até hoje), como também, e hoje é o que me parece mais importante após revê-lo (em 35 mm.), Hitchcock revisto menos pela colagem modernista do Godard que pela entropia (afinal de contas o filme é sobre acumulação de capital e seus limites físicos e temporais) do Warhol de Vinyl.

Um comentário:

bruno andrade disse...

Desnecessário dizer para quem já viu o filme, mas a aceleração dessa cena se consuma em entropia justamente na passagem cortada neste vídeo.

Arquivo do blog