sábado, 21 de novembro de 2015

When you go to films today you don’t die. But you have to die a little sometimes. Me, I died a thousand times. And I was not reborn immediately. Today it’s only ghosts. I’m tired of them. There’s no ghosts here. There’s no tricks. (...) If you see a Thailandese film… all of them are exactly the same, they’re all about ghosts in the jungle. If you see a Portugese film, they’re all the same. Everything is becoming the same. (...) Everything that I thought was over is coming back. Ghosts, projections… You have seen films by Murnau or Lang: it’s very different. You cannot fake it. You cannot do it again, you have to do something else, but you have to break a little, be a bit violent, not gentle. You cannot be gentle with Murnau or Lang. The way people are, speak, act: they are from today. This is today. That woman: I know her. And I don’t see that in today’s cinema. Films by Warhol or Straub: that is the revolution. Proof is: nobody sees them.

3 comentários:

bruno andrade disse...

I was kidding with my friends, but it seemed to me that some time ago, there used to be films and filmmakers that people didn’t understand. You know, “Oh, I loved the film but phew, boy that’s difficult to get.” And that was okay, I mean, it existed. Straub had that a lot, all the time. Not now. I have those shoes. I mean, Béla Tarr. Wow. Nobody has this, “I didn’t get it.” Or an Apichatpong film. Everybody gets it. But with Horse Money: “Yeah, no it’s nice but, um, it’s difficult, I don’t get it.”

bruno andrade disse...

It’s a big difference, though, from Syndromes and a Century to Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives. He’s more and more approaching something I never thought he’d get to. You can no longer sense the death in his films. In Boonmee it’s what I said before: he avoids death. In this sense he is the crystallization of all of the new filmmakers.

fabiovisnadi disse...

Quando ele fala do Warhol e de Straub, me lembrou disso:

"O António Reis foi meu professor na escola de cinema (Escola Superior de Teatro e Cinema) e foi quem me fez ir para lá. Foram o seu nome e a sua aura que me fizeram ir para lá. Porque o António Reis também era poeta, além de outras coisas, e eu conhecia alguns dos poemas dele. Tinha dois livros de poemas, que, aliás, nunca mais foram reeditados, mas foi sobretudo um, que se chama Poemas do Quotidiano, era esse que eu conhecia, que foi a razão da minha inscrição na escola de Cinema. Depois fiquei, sobretudo por causa das aulas dele, que passaram para um contacto muito mais pessoal, depois uma amizade e depois não se prolongou porque ele morreu.

Porque é que ele não é mais conhecido? Porque o mundo é feito de pessoas muito más e muito insensíveis que não percebem nada de nada e não dão espaço à sensibilidade e ao coração e às emoções. Sim, acho que o Manoel de Oliveira é um absoluto génio, um caso especialíssimo. O João César era outro, noutro género e com outros filmes, e o António era outro. Porque é que não é assim considerado? Havia um escritor americano, que toda a gente conhece, o Ernest Hemingway, que não era especialmente intelectual nem esquisito e dizia que num mundo normal, a gente poderia fumar um cigarro ou beber um copo e ir ver um filme do Charlie Chaplin, do Orson Welles, do Fellini ou do António Reis (ele não dizia António Reis, mas digo eu), quando quisesse. Era esse mundo que eu gostava que existisse, mas não foi ontem, nem é hoje, nem será alguma vez…"

http://cinergia-revista.tumblr.com/post/27327023741/entrevista-a-pedro-costa

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