terça-feira, 28 de outubro de 2008

Young Cassidy no e-mule (como Il Magnifico Irlandese).

Young Cassidy

TCM, 18 h 55

Par Louis SKORECKI

John Ford n'est jamais là où on l'attend. Pour son avant-dernier film, le superbe Young Cassidy, il n'y est même pas du tout. Il est malade, il s'absente. Il ne tourne presque rien, une ou deux scènes du début, c'est tout. La grande déception monochrome, il sait ce que c'est. Etre en face des choses, les voir venir une à une. Mettre une caméra devant si possible. Pas trop près. Plus tu t'approches des choses, moins tu les vois. C'est ce qu'on apprend à l'école du cinéma. On n'apprend même que ça. Ne pas trop s'approcher, ça devient flou. La netteté, au cinéma, c'est tout ce qui compte. Etre là, même quand on est ailleurs, mort ou malade. Ford y est sans être, dans Young Cassidy. Il y est même plus que s'il y était.

Young Cassidy a été fini, filmé, par Jack Cardiff. Un grand chef opérateur, un petit cinéaste. Mais c'est Ford qui regarde par-dessus son épaule. Qui sait mieux que lui que Young Cassidy parle d'amour et d'Irlande ? Ou est-ce le contraire ? La jeunesse de Sean O'Casey, poète national, amoureux fébrile, acteur idéal pour la galaxie imaginaire de John Ford. Rod Taylor lui prête sa brusquerie virile, celle qu'il refilait un an plus tôt à Hitchcock pour les Oiseaux. A ses côtés la poétique Maggie Smith. Ses taches de rousseur éclaboussent les étoiles. Dans quelques mois, Ford aura 70 ans. Il fera encore Frontière chinoise, se mettra en pyjama pour sept ans de plus, et partira nous décevoir ailleurs.

8 comentários:

Anônimo disse...

Totalmente de acuerdo con Skorecki; "Young Cassidy" (¿qué esperan para sacarla en DVD?) es un gran film fordiano, incluso si fue Cardiff quien dirigió la mayor parte. Es un poco como el misterio de los films de Dovjenko dirigidos por su viuda, Yulia Solntseva, o como esos casos (Pagnol, Guitry, Edgar Neville) de escritores-directores que a veces encargaban a otros la "realización" o "filmación" de sus películas o que se "ausentaban" (dicen de Neville que se dormía) del plató (o dejaban todo en manos de sus ayudantes). O como tantos actores cómicos (Keaton), que "dirigían" desde dentro. Idea que confirma y a la vez pone en cuestión la política de los autores en su concepción más mecánica y simplista...
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Miguel, continuo aqui o que ficou lá para trás com o post do Desplechin:

Infelizmente não conheço um único filme de Danièle Dubroux. Quanto a Resnais, Demy, Claire Denis, são todos cineastas que admiro enormemente (tenho Coeurs como um dos valores certos desta década, lá em cima junto com Coisas Secretas, L'Anglaise et le duc e Ne touchez pas la hache - todos filmes que eu incluiria num Top 10 dos anos '00, sem pensar duas vezes; L'Intrus foi uma experiência fantástica de se acompanhar em um cinema, uma rarefação contínua em busca de um assunto, um filme que escapa de uma só vez de todos os clichês do cinema autista-siderante bem como dos monolitos a Angelopoulos). Também não conheço nenhum filme de Pascale Ferran, nome interessante tendo em vista que trabalhou tanto com Skorecki quanto com Desplechin - possivelmente os dois pólos mais distintos, mais extremos e distantes do cinema francês.

Breillat: a retórica estruturalista, excessivamente prolixa e de pacotilha de seus filmes pode acabar com a paciência do espectador mais generoso, mas Anatomie de l'enfer guarda momentos de uma beleza rara, pura fascinação arrebatadora e impetuosa como um soco - e, apesar de tudo o que as separa, de uma franqueza e uma fisicalidade que a aproxima mais de uma Lupino que de uma Akerman.

Honestamente não saberia lhe dizer porque o assunto Desplechin me desagrada tanto (não é como se fosse algo incosciente; é algo, aliás, de que tenho plena consciência). No momento, talvez até insisto em falar demais nele por querer descobrir exatamente do que se trata. Começou como desconfiança, e por alguma razão confirmou-se após Reis e Rainha. De qualquer forma, é sempre melhor falar daquilo que se gosta - e, como já falei em outra ocasião, o cinema francês vem sendo responsável pelo melhor cinema Hollywoodiano que vem sendo feito nos últimos anos: os últimos Resnais, os últimos Brisseau, L'Anglaise et le duc e Triple agent, os últimos Chabrol, os dois últimos Rivette, os Náufragos de Moullet, e com certeza outros que me esqueço.

bruno andrade disse...

Sem esquecer Sicilia, filme italiano dirigido por dois franceses (ou 'cineastas europeus', como os próprios preferiam) e que parece o prolongamento natural de Grapes of Wrath.

Anônimo disse...

Otros que me intrigaría saber si conoces/te gustan: Vecchiali (tiene películas muy feas, pero otras como "Corps à coeur" portetosas, entre Grémillon y el primer Cottafavi), Guiguet, Biette (sobre todo las últimas), Lvovsky (esta me suena que no mucho). De acuerdo con "Coeurs", extrañamente despreciada en medio mundo, y los últimos Rivette, Rohmer...
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Nada desses também - mas estou terminando de baixar Change pas de main, vi alguns planos, e wow! What the fuck is THAT?

De Guiguet tenho Les Passagers para assistir, de Biette vi alguns trechos de Trois ponts sur la rivière e Saltimbank apenas - infelizmente nada além disso -, de Lvovsky não conheço nada (a não ser suas participações em filmes de Desplechin e Valeria Bruni-Tedeschi, filmes que não significam muita coisa para mim). Adoraria conhecer os filmes de Adolfo Arrieta.

Uma que gosto muito, e que infelizmente é muito pouco discutida, é Patricia Mazuy - Peaux de vaches em particular, esse sim um filme genuinamente rock'n'roll, com interpretações soberbas de Stévenin (algo como um Rourke francês nesse filme) e Bonnaire.

Anônimo disse...

Conozco bien a Adolfo Arrieta himself desde 1964 o así, y todas sus muy notables (y pobres) películas. De Patricia Mazuy me gustan todas en general, pero bastante menos las últimas; la que prefiero es "Travolta et moi". Otros dos que me gustan son Comolli (de quien acaba de salir al fin "La Cecilia" en DVD francés, por supuesto en italiano) y otro magnífico documentalista, Depardon.
Miguel Marías

José Oliveira disse...

a primeira vez que ouvi falar em Arrieta foi através de J.C.Monteiro, eram amigos, penso.

A unica coisa que vi dele foi uns planos no filme do Eustache, Numero Zero.

Em Espanha é possivel arranjar algum?

Anônimo disse...

Arrieta sigue desconocido en España. Como sus mejores films son franceses (rivettianos, a veces extrañamente rohmerianos, garrelianos, cocteausianos) como no saquen un día un pack los franceses, me temo que no hay manera. O como no los ponga el INA en circulación, en algunos casos. A su manera, tan underground como Matarazzo o Edward Ludwig, Paul Fejös, Gustav Machaty...
Miguel Marías

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