quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Cada gesto e entonação, cada sentimento dos dois heróis surge em um presente que é a Eternidade, onde o anedótico, o superficial, o finito não encontram lugar.

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Na vanguarda deste esforço humano e sobre-humano se encontra o artista (Andrei Roublev, ou mesmo o jovem construtor de sinos), que arrasta atrás de si uma multidão de fantasmas, dos quais ele é ao mesmo tempo o pastor, o intérprete e a emanação suprema.

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Lourcelles em português (além de outras coisinhas: Daney, Saada, Moullet...). Simples assim.

Numa sociedade decente os esforços desse pessoal (Luiz Soares Júnior, Felipe Medeiros e José Roberto Rocha) seriam recompensados pela leitura e releitura constante do maior número possível de críticos aspirantes, possíveis cineastas e - sobretudo - cinéfilos.

2 comentários:

José Oliveira disse...

iniciativa notavél. obrigado.

Anônimo disse...

se existisse um Ministério da Cultura no Brasil, era o caso de ganharem uma grana (leiam: incentivo para que continuem, dediquem parte de suas vidas a isso) por esse belo serviço.

sérgio alpendre

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