sábado, 6 de dezembro de 2008

6 comentários:

Anônimo disse...

Por curiosidad, ya que aquí, en el país vecino del suyo, no, ¿se estrean los films de Pedro Costa en el Brasil? O ni la lengua común permite franquear la doble frontera de los monopolios u oligopolios de distribución y el triunfo total de la convención, la rutina y la pereza?
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Nada, Miguel. Nem mesmo um.

Para você ter uma idéia da pobreza e avareza de espírito que caracterizam o cenário da crítica cinematográfica no Brasil: o último Romero, Diary of the Dead, foi comprado por uma distribuidora local, teve seu lançamento basicamente sabotado (apenas algumas exibições e pré-estréias sem jamais ter chego a oficialmente entrar em cartaz), e em meio a isso tudo a crítica local se ocupava do que?

Discutir as transmissões das Olimpíadas e as exibições de filmes em ônibus municipais (o grande evento midiático a que chamaram de Bus TV). O último Romero não ter sido exibido e a ausência do último Rivette em nossas salas não parecem causar grandes incômodos.

Como você mesmo disse: o triunfo total da convenção, da rotina e da indolência.

João Gabriel disse...

o MovieMobz, que possibilita a exibição (digital) de Diário dos mortos, me parece o mesmo fenômeno, versão "cult", do Bus TV...

é por isso que eu não acho que uma discussão sobre isso seria, a princípio, indolente, embora ela tenha sido meio superficial sim.

(de qualquer forma, a Cinética não deixa de reclamar das projeções toscas em digital, entre outros "crimes" do Cinema)

bruno andrade disse...

Embora a discussão passe por MovieMobz, exibição digital, descaso de distribuidoras mambembes, novo perfil da exibição de filmes no Brasil e conseqüentemente do seu público e o caralho a quatro, o headline, a essência da coisa aqui - que curiosamente é também punchline - é, ou devia ser, a seguinte: "o último Romero não está sendo visto". Por que, afinal de contas, quem viu esse filme, comprado por uma distribuidora e supostamente exibido? A chamadinha acima, só, não precisava de muito mais não, e eu já me daria por satisfeito.

É nesse momento que termina a indolência e começa o compromentimento; é esse o momento em que se sai do campo da especulação e da abstração e se começa a agir, se não numa direção concreta, ao menos de uma maneira assertiva; é nesse momento que a crítica cumpre aquele que é, ou supostamente devia ser, o seu papel ativo (bastante diferente de político).

O resto é silêncio.

José Oliveira disse...

eu vi o último Romero. Sublime.

João Gabriel disse...

Ok, concordo.

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