domingo, 26 de abril de 2009

« Essa “libertação” da câmera, arrancada de qualquer molde pictórico, acompanhada de uma oclusão (porém não necessariamente anulação) das marcas teatrais do espaço, constitui hoje uma sistematização formal tão hegemônica, dentro de um circuito de world cinema, quanto a narrativa em vaivéns temporais havia sido nos anos 90. A suposta periculosidade desse relato, sua abertura ao acidente e à descoberta, se acha devidamente integrada a um projeto pré-formatado e pré-aprovado; a substância inflamável do presente está totalmente domesticada. E não se trata de um método, mas de um cacoete formal. »

Um comentário:

Lucian disse...

perfeito.

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