segunda-feira, 6 de julho de 2009

Continuação da troca de e-mails com o Sérgio.

Ele continua onde tinha parado com Don Giovanni - só que ao invés de um homem que dorme com todas as mulheres, é uma mulher que não dorme com homem algum. Giovanni é provavelmente melhor, porém, concedo isso sem muita resistência.

Nem acho realmente dos grandes filmes do Losey - o que rola é que o Losey em si é grande, e um filme bom dele é um filme extraordinário sob todos os outros parâmetros. Mas como nem tudo são rosas, fica uma crítica à qual antes havia me reservado de fazer para que você não contrargumentasse de imediato: Cassel está subaproveitado, o que é uma pena pois além de ser um gênio ele é um ator potencialmente muito Loseyano - e inclusive o foi muito mais nas mãos, por exemplo, do Chabrol. Ok, Losey estava velho, mas é óbvio que o Cassel está muito mais para Robert Stanford que para David Graham. Basta ver La rupture ou Mulheres Diabólicas para se dar conta disso.

Um comentário:

bruno andrade disse...

Comentário na IMDb: Doesn't this movie have any defenders? Even Losey's biographers don't seem to be able to find a kind word for it. What I see is the work of a serene master who has left behind the trappings of drama and psychology to contemplate a world of pure cinema. Unfortunately the late masterworks of great directors are often misunderstood (see Griffith's "The Struggle", Lang's "1000 Eyes of Dr. Mabuse", Zinnemann's "Five Days One Summer") - maybe because there isn't a critical middle ground between workaday reviewers who are unable to see beyond story and acting and academic critics who are busy applying their pet theories. In any case, it's available on a beautiful DVD and ripe for (re)discovery.

Exatamente por aí.

Arquivo do blog