quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jonathan Rosenbaum é, e sempre foi, um reacionário.

6 comentários:

André Dias disse...

Será que há algum qualificativo mais extremado, no sentido de pior, do que “reaccionário”? Pergunto porque gostava muito de o aplicar a mim próprio :)

bruno andrade disse...

Haver deve... Talvez "conservador" - coisa que o sr. Rosenbaum o é igualmente... "Novo" é outro bastante extremado, e poucos me parecem piores do que este. Seu uso parece especialmente reservado aos espíritos maldosos e traiçoeiros.

Júnior disse...

Veregonhosa a tirada dele sobre Craig.

bruno andrade disse...

Não mais - e eu argumentaria inclusive que menos, mas agora estou sem tempo - que o texto em que ele relaciona Missão: Impossível a Fantasma para opô-los a um filme mediano do Téchiné. É um travestismo crítico sem propósito algum e a demonstração de uma ignorância sem tamanho dele diante desses três filmes. Texto com agenda, texto programático, texto com tese, texto de cartas marcadas etc. - you name it, he's done it. Após aquele texto - oportunista, picareta, indecente - sobre Bergman ele tinha a obrigação de se aposentar mesmo.

André Dias disse...

Não me levem a mal, mas continuo mais interessado nesta hierarquização terminológica. Tinha a impressão que “conservador” era menos mau que “reaccionário”. “Novo”, sim, será certamente do piorio. Para mais num tempo em que, de repente, todos querem ser “antigos”. Lamento, mas não guardo inocência alguma acerca dos horrores antigos...

Nem de propósito, na folha de sala de hoje de VIVA LA MUERTE, o programador brasileiro da nossa Cinemateca – Antonio Rodrigues, citava Michel Mardore: «Será que os espectadores que sentiram nojo ao verem uma mulher banhar-se no sangue de um touro que está a ser degolado serão considerados reaccionários?».

bruno andrade disse...

Bem André, eis uma palavra que talvez seja pior que "reacionário", "conservador" e "novo": inocente. Os espectadores mencionados pelo Mardore não parecem, pela descrição dada, ser muito inocentes - diria que são reativos; quanto ao sr. Rosenbaum, nada irá inocentá-lo da acusação de que nos seus últimos anos de atividade no Chicago Reader ele estava a defender veemente e impunemente excrecências como Queimada! e A.I. em alguns dos textos mais senis que um suposto "grande" crítico já escreveu.

Seja como for, o tipo de reação desses espectadores, a natureza dessa reação e sua possível conseqüência, me parece bem diferente da reação do sr. Rosenbaum às assertivas da madame Kael e das conseqüências dessa reação no material que Rosenbaum escreveu sobre De Palma. Há reações e reações (algumas inclusive, de vez em quando, novas), e a do sr. Rosenbaum não me parece lá muito precipitada, se entendes o que quero dizer - antes o contrário.

No mais, quando falas que no tempo atual todos querem ser antigos, estaria de firme e comum acordo com você não fosse o "todos" logo acima - alguns não, e são os que justamente precisam ser caçados como diamantes em feiras.

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