domingo, 12 de julho de 2009

Watching the death scene in Public Enemies, repeated over and over, I realize that there are really two key performers here: Depp and the cameraman. Two well-rehearsed actors. Since Collateral, Mann has been treating the camera more and more like something that can perform. No one else has shots so actorly, expressing in grand gestures but also small nuances. I think of the way the camera pulls back as Jamie Foxx scrambles out of his taxi, and how Foxx's terror is nothing without the camera's movement.

E não é só no que foi escrito acima que Mann lembra flagrantemente Preminger, muito mais que Denis ou To. Há planos em Miami Vice que parecem saídos diretamente de Fallen Angel ou, sei lá, do início todo de Anatomia de um Crime - essa câmera que procura a verdade das coisas pelo acesso à epiderme do ator e que no momento em que se distancia dessa epiderme, no momento exato em que o ator derrama-se para além do contorno do personagem e que o cineasta opta por fazer com que a câmera se recolha ou recue, é como se o próprio peso do mundo tomasse de assalto o olhar do cineasta. Um tal peso, que fica rondando e se precipitando exteriormente à pele do ator até o momento em que ele, o ator, se revela no personagem, esse peso só pode proceder uma vez que a presença desse ator tenha sido absorvida pela fidelidade de uma câmera que o acompanha nos seus mínimos reflexos - a pele, portanto, como via de acesso ao mundo (por exemplo aqui, ou aqui para quem já conhece todo o plano).

I don’t think that Mann is just capable of greatness — I think he has an unmatched greatness, and that there aren’t really many films that can equal the ones he’s made since the mid-1990s.

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