quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Battle Cry por Christophe
Battle Cry por Jesús

2 comentários:

Anônimo disse...

Gosto muito de "Battle Cry". Intriga-me a bola preta do Tag Gallagher pra este filme (naquele texto em que, ao final, ele dá cotações pra quase todos os filmes do Walsh). Acho um exagero. As cenas de batalha no final são de inegável mestria, e estão bem além da propaganda. É um dos mais belos hinos vitoriosos do cinema de guerra. Sem falar que não se pode dar bola preta pra um filme que tem aquela cena do soldado que pede pra amiga lhe escrever cartas de amor, mesmo que não sejam de verdade, só pra ele ter essa sensação que os outros soldados têm de receber uma carta de amor no front. Isso é filmar a guerra do ponto de vista dos jovens combatentes (e não dos estrategistas etc) como poucos souberam fazer. Tudo bem: "The Naked and the Dead" é melhor -- mas não se pode pormenorizar o fato de que o arcabouço literário, lá, é de ninguém menos que um dos maiores escritores do séc. XX (Norman Mailer). Em "Battle Cry" o Walsh trabalha uma matéria menos rica e mesmo assim sai com um grande filme. Todas as cenas naquele bar na Austrália (ou Nova Zelândia? já não lembro...) são sensacionais.

Jr.

bruno andrade disse...

Eu amo em particular as cenas com o Tab Hunter, ele e a namorada próximos ao rio, o luar que repousa sobre a água, e tudo o que se instaura entre eles, momento que Walsh conserva como se o registrasse em forma de cromo... Ou, num outro registro, Hunter e Malone, o jovem que sem querer tem acesso à porta que só pode levá-lo ao desconhecido e depois que a atravessa vê-se acolhido por uma pantera. Desnecessário dizer que tudo isso é filmado com a habitual inteligência e elegância impecáveis, como sempre, de Walsh.

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