quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Uma boa noite, a de ontem, com Amantes Constantes seguido de O Gato Preto e Sunnyside do Chaplin.

Fazia tempo que não via o Garrel, provavelmente desde 2006. Mais um halo que uma lembrança, o que me permitiu perceber (alguém já deve ter tratado disso) as semelhanças que o filme tem com o cinema do Hou, tanto em temperamento como em estilo (há algum cabimento em separar uma coisa da outra?).

Mas o que me chamou a atenção foi o início, do qual lembrava de pouquíssima coisa. É incrível a sensibilidade afinada de um sujeito formado por uma cinemateca: fecha a íris, você sai de um kammerspiel do Carné; abre a íris, vai para um pastelão do Keystone Cops para mais tarde acabar numa ficção-científica pré-apocalíptica pintada por Brueghel ou por um Robert Kramer sem a parte conspiratória e diluído nos resíduos de um sonho de ópio.

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