sábado, 1 de maio de 2010



4 comentários:

Anônimo disse...

Curiosa idea ver "Heaven's Gate" en mudo Habrá que probar.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Uma coisa eu já fiz, que é na realidade exatamente o oposto: escutar a banda de som de Heaven's Gate - uma das mais bem cuidadas e trabalhadas da história do cinema - sem as imagens.

Anônimo disse...

A propósito de Cimino, me pregunto, viendo un nuevo film decepcionante del "retorno americano" de Wener Herzog, ¿cómo es no se le perdona aún "The Deer Hunter", acusada de racista y falsa, y nadie (que yo haya visto)pone una sola pega o reparo a "Rescue Dawn", hecha casi 30 años después, y con ruleta rusa incluida? Parece que Herzog tiene bula.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

A mesma questão me ocorreu quando vi, e adorei, Rescue Dawn em cinema (assim como os outros Herzog americanos que vi até agora: Grizzly Man e Bad Lieutenant). Escapa-me por completo a compreensão dessa acusação. O que sei é que no caso específico de um "crítico" como Rosenbaum, seus a priori sobre TDH são tão desonestos e limitados - tanto do ponto de vista histórico como do estético -, partem de uma incompreensão tão gritante do que um filme como TDH é em termos de forma, estrutura, narrativa e dramaturgia, que não resta outra alternativa a não ser considerar Rosenbaum pelo que sempre foi: uma enorme, incompreensível e irremediável fraude. Para quem quiser saber do que falo: http://www.jonathanrosenbaum.com/?p=18552 - ou então essa pura pérola da incoerência: http://www.chicagoreader.com/chicago/the-deer-hunter/Film?oid=1070253 ("John Cazale, wasted in his last screen performance", "the cast is uniformly good"). E eu diria, sem pestanejar, que diversos momentos sublimes de TDH estão mais próximos de Gertrud e qualquer outra coisa feita por Dreyer que filmes como A.I. e vários outros incensados por Rosenbaum jamais estiveram (o mesmo é verdade para quase tudo o que Cimino fez, principalmente o início de The Sicilian e o final de The Sunchaser).

O engraçado é que pelos mesmos argumentos de Rosenbaum, os mesmíssimos, Crimson Kimono e Objective, Burma! seriam filmes de um racismo ultrajante.

Desses filmes recentes do Herzog, porém, o que me parece que teve sorte mais semelhante ao de TDH junto à crítica foi seu Bad Lieutenant - pelo menos aqui no Brasil, onde mais uma vez tratou-se da oportunidade de deliberadamente embaralhar os dados e partir para a incompreensão mais absurda do que o filme, de fato, é por aquilo que se vê na tela.

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