quarta-feira, 12 de maio de 2010

3 comentários:

Anônimo disse...

¿No es mejor que cualquier serie de TV, no tiene una fuerza, una presencia, de la que carecen hasta las mejores? Pero no se le hizo el menor caso, y se hundió un poco más el clavo en la cabeza de Cimino.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

O que é essencial, cada vez mais, é permanecer fiel ao que se ama. Ao menos é como tento encarar esse embate entre filmes insípidos e o grande cinema, cinema e televisão, televisão e torrents de filmes. Dentre os filmes eu diria que, junto com Les savates du bon dieu, Choses secrètes, The World e Elogé de l'amour, The Sunchaser é das poucas críticas pertinentes ao neo-liberalismo que o cinema foi capaz de produzir; em grande parte porque, como Godard, Brisseau e Jia (e talvez Ferrara e Carpenter), Cimino sabe que o neo-liberalismo é algo muito mais nefasto que um modelo econômico que afetou irremediavelmente as relações humanas, crispando-as. Essas cenas, e mais tarde as cenas finais, respeitam o ritmo da ação humana no espaço, em constância e em intensidade, em contraste às cenas do início que praticamente amontoam-se umas às outras. Trata-se de uma verdadeira dialética, da qual Cimino (que me parece um cineasta muito mais genuinamente eisensteiniano que Scorsese ou De Palma, talvez mesmo a síntese inesperada entre Fuller e Straub) sabe se beneficiar como pouquíssimos.

bruno andrade disse...

Ops, esquecimento indesculpável: Les passagers, Guiguet.

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