terça-feira, 1 de junho de 2010

3D

6 comentários:

bruno andrade disse...

O último plano.

bruno andrade disse...

A moda agora é falar em jovialidade nas artes, filmes jovens, um cinema jovem...

Isso aqui é muito mais jovem e insolente, muito mais experimental e não resignado aos protocolos estéticos vigentes, que esses auto-propalados "filmes jovens".

Jesús Cortés disse...

Hermos y original final, tan atrevido estéticamente y tan incomprendido como Jean-Claude Brisseau

bruno andrade disse...

A cada vez que revejo essa seqüência não consigo acreditar nesses ângulos: como Cimino chegou a eles, como os pensou, como os escolheu e, acima de tudo, a facilidade com que os articula num todo perfeitamente integrado. Preminger, Cottafavi, Dwan, Losey, Rossellini, Walsh, Brisseau e Freda não foram mais longe nos seus experimentos com essa mesma forma de intensificação do uso dramático do espaço e nessa fusão perfeita dos corpos dos atores aos ambientes que os cercam; dentre os maiores, acho que apenas Mizoguchi, Murnau, Ford, Straub e Lang demonstraram uma sensibilidade mais apurada para os mesmos fins, e ainda assim em raríssimos momentos.

De qualquer forma, permanecerá possivelmente o Seven Women de Cimino, impressão que a presença - luminosa - de Anne Bancroft parece corroborar.

Anônimo disse...

Siempre grandioso final de una película apenas vista y a pesar de ello sepultada. ¿Quién hay hoy capaz de atreverse a empalmar esos planos, y conseguir además hacerlo bien, en todo el cine americano? Está claro que el sistema decidió suicidarse matando a los rebeldes, acabando antes de tiempo la carrera de Jerry Lewis, desdeñando a Paul Newman, persiguiendo sañudamente a Michael Cimino, obligando a recrear NYC en Cinecittà a Abel Ferrara...
Miguel Marías

bruno andrade disse...

E financiando a catástrofe em 3D cometida por Tim Burton contra a obra de Lewis Carroll.

O que mais choca, além do projeto já anunciado do Scorsese de filmar em 3D, é que dois dos cineastas americanos mais aptos a trabalhar com o sistema explorando-o, percebendo e descobrindo de fato suas potencialidades - falo de Michael Cimino e Brian De Palma - dificilmente realizarão filmes daqui para a frente, de quaisquer tipos que sejam. Carpenter termina o que talvez seja o seu último filme, e a crítica ocupou-se durante a década toda de alardear as qualidades de obras tão duradouras, decisivas e imprescindíveis como Casino Royale, Deja Vu, Transporter 2, O Ultimato Bourne, Piratas do Caribe 3, Homem Aranha 3, Iron Man, V for Vendetta... E o circo continua(rá).

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