quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bom saber que uma mostra que exibiu Maciste all'inferno, os curtas do Vittorio De Seta, Notas Para Filmar Orestes na África e o melhor de Fellini, Leone e Olmi foi solenemente desprezada pelas habituais putinhas e mendigos de festivais. Dá gosto de ser cinéfilo ao ver toda essa atenção dada ao que a melhor cinematografia do mundo já produziu.

Way to go, girls.

4 comentários:

Anônimo disse...

Os curtas do Vittorio De Seta estão entre as coisas mais belas que vi nos últimos tempos. Na sexta-feira pretendo rever o programa 1 (que inclui os fenomenais cinemascopes - em 1954/55 ele já tinha um domínio raro do formato).

Jr.

bruno andrade disse...

Cara, já viu Il tempo si è fermato, do Olmi? Docudrama em p/b cinemascope sobre como sobrevivem os dois vigias de uma represa. Um dos filmes mais genialmente simples que já vi; dois homens que trabalham, um mais velho e um mais jovem, uma represa no meio dos alpes, e deu. Meio que sugere o que seria uma etapa final do neo-realismo. Em cinemascope. Filme de estréia do Olmi. Não é pouca coisa não.

Anônimo disse...

Não vi esse filme ainda, mas fiquei bem curioso a partir de sua descrição. Um documentário do Olmi que tenho aqui em DVD e devo ver em breve é o "Rupi del vino", de 2009. Depois quero correr atrás de "Terra Madre", que é do mesmo ano. São filmes sobre uma paisagem, um território, os homens que ali trabalham, uma antiga atividade agrícola... Tem tudo pra ser dessas obras cruciais de que ninguém fala por pura negligência. Aliás, os filmes do Olmi desta última década me passaram batidos, à exceção do excelente "O mestre das armas" (2001).

Jr.

Sérgio Alpendre disse...

La Cotta (1967), do Olmi, é um dos médias mais impressionantes que eu vi. Il Posto e I Fidanzatti são obras-primas. Mas não curto muito Os Cem Pregos, de 2006.

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