sexta-feira, 4 de março de 2011

3 comentários:

Lopes disse...

eu vi um livro do museu de tokyo cheio dessas imagens. foda. os caras pintavam numa espécie de papel-tecido.

sempre com uma atenção filhadaputa a detalhes. isso tipo dois mil anos atrás; aqueles pintores europeus que todo mundo fala nem pensavam em nascer ainda.

e tá tudo lá bem conservado no museu. repito, foda.

bruno andrade disse...

O que espanta é a paciência, a meticulosidade com que os caras controlavam todos os aspectos das nuances com que a luz se espalha, distribui-se, ausenta-se ou se revela sobre uma área ambiental gigantesca. Eles pintavam em CinemaScope basicamente, e estamos falando de o quê - séculos XIII, XIV, XV? Tudo com materiais os mais específicos, delicados, que deviam exigir um senso de organização imperturbável e, mais tarde, horas na execução do desenho (e nesse meio tempo a luz muda, passam nuvens, a atmosfera faz com que o ambiente seja afetado por todo tipo de transformações etc.).

É o que o Renoir diz sobre a tapeçaria, e que segundo ele serviria também para o cinema: quando os equipamentos são primitivos e rudimentares, a parte da criação do artista é muito mais requisitada, e é durante essas épocas que as artes realmente se desenvolvem, encontram os seus caminhos e suas finalidades; na medida em que a técnica se aperfeiçoa, os artistas passam a ser meros reprodutores e as artes acabam por sucumbir (qualquer semelhança com o que observamos atualmente na produção cinematográfica não deve ser mera coincidência).

Marlon disse...

http://www.tnm.go.jp/en/servlet/Con?&pageId=E16&processId=01&col_id=TA363&img_id=C0032437&ref=2&Q1=&Q2=&Q3=&Q4=14______4_3__&Q5=&F1=&F2=

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