quinta-feira, 7 de abril de 2011

O mundo vai ser muito triste sem cinema.

A Warner, a Sony, a Universal e a Fox não foram nem mesmo capazes de dar dois anos para a profecia do Costa esfriar antes de se concretizar.

Revia agora Catene, e dá uma tristeza enorme pensar que há mais de 30 anos filmes assim não são mais feitos. Por enquanto há ainda gente como Eastwood e Herzog fazendo coisas inexplicáveis (ao menos para o conformismo generalizado de uma época assustadoramente conservadora) como Hereafter e Vício Frenético, mas bate um desespero quando se pensa no contexto que faz com que esses filmes se destaquem como diamantes num chiqueiro.

5 comentários:

Lopes disse...

http://revistacult.uol.com.br/home/2011/04/a-critica-de-cinema-acabou/

bruno andrade disse...

http://www.dvdclassik.com/Critiques/interview-patrick-brion.htm

Anônimo disse...

Me explico poco el entusiasmo por el último periodo más bien "americano" de Herzog, la verdad.
Miguel Marías

bruno andrade disse...

Entre outras coisas, é porque não vejo um Herzog "americano". Parece-me em perfeita continuidade com as transformações que a obra dele passa desde sempre (especialmente perceptíveis do final dos anos 80 em diante).

A bem da verdade, eu tive durante um bom tempo uma resistência enorme ao Herzog - gostava de um ou dois filmes, obviamente da década de 70. As visões de Grizzly Man e Rescue Dawn em cinema esclareceram aspectos da obra dele que antes passaram despercebidos, que eu inclusive desconhecia, além de corrigirem percepções equivocadas. Por alguma razão - caprichos de adolescência, simples ignorância -, os filmes que tinha visto anteriormente pareciam frios e desnecessariamente herméticos. Nas revisões, uma revelação após a outra, principalmente em relação à contemplação do irracional, que foi o que me capturou em Grizzly Man: a insensibilidade racional do Herzog, essa maneira de testemunhar uma natureza fantástica sem lhe atribuir superlativos (muito mais verdadeiro que o panteísmo publicitário do Malick em The New World), que nos momentos mais inesperados se converte numa poesia que se completa pelas palavras do Herzog nas imagens do Treadwell. Para uma obra como a do Herzog, um chavão desgastado como "tudo é relativo" ganha toda uma ressonância, toda uma dimensão (a exemplo daquele diálogo maravilhoso ao final de Rescue Dawn, em que o oficial pergunta ao Christian Bale, após ele ser resgatado, "You must believe in something", e ele responde "I believe I need a steak!"), uma distância ao mesmo tempo crítica e compassiva e a coragem em romper com todo o manual de bons modos do documentário consciencioso tradicional. Não é muito diferente o que ele faz depois em Rescue Dawn e Bad Lt. no terreno da ficção. O que diferencia esses filmes americanos é talvez uma prática mais razoável de uma técnica que perscruta ainda mais a cena - um olhar mais clarividente, mais direto, menos violento.

Anônimo disse...

Lo siento, no me gustan nada, ni me creo nada de lo que veo en ellas, ni "Rescue Dawn", ni "Grizzly Man", y de su "Bad Lieutenant" sólo me convence el principio. Las comillas de "americano" no le relacionan con el cine americano, del que sería lo opuesto (no el de ahora, sino el de la gran época), sino se referían a que parece su escenario favorito en los últimos tiempos. Nunca me ha convencido mucho - salvo "Lebenzeichen", "Fata Morgana" y alguna de las de esos años en parte o en menor medida, pero ahora, siento no estar de acuerdo, menos que nunca: todo me resulta falso, artificial y "periodístico" en el sentido de los suplementos ilustrados dominicales, dignos herederos (en sensacionalista) del tan denostado "Selecciones del Reader's Digest" de los años 50. En resumen, la antítesis tanto de Hawks (ayer) como de Carpenter (hoy).
Miguel Marías

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