quarta-feira, 24 de agosto de 2011

pensadinha >> música consensual brasileira

Um comentário:

bruno andrade disse...

Heitor Guedert diz:
Me explica um negocio: Qual é o teu problema com Nao Estou lá?
Problema real do filme, nao pessoal
Nao estou dizendo que gosto do filme (nao gosto), mas quero saber
Bruno Andrade diz:
Vc. vê algo de bom no filme?
Talvez seja mais fácil assim
Método de eliminação
Heitor Guedert diz:
Hahahahha
No
Ok, entendi
Hahahahha
Avai Porra
Bruno Andrade diz:
Não vejo nada no filme, de um ponto de vista da forma cinematográfica
Nada. Zero
O conteúdo plástico do filme - que NÃO É a forma de um filme, apesar de algumas pessoas confundirem uma coisa com a outra - dá alguma pista da abjeção moral e filosófica que o filme assume como premissa sem ser capaz de desdobrá-la num ponto de vista
Eu acho que o filme é a transcrição cinematográfica mais pérfida e distorcida - portanto o mais exato e ideal possível - do discurso dos estudos culturais: a realidade é uma construção, não há real, há apenas fugas e aliterações blá blá blá
Além disso, o que o filme assume como discurso, e o que é incapaz de trabalhar na forma por se tratar de um obstáculo material inerente à mesma (tudo é construção, nada é real, nada "está lá"), é simplesmente anti-artístico
A arte diz: isso existe, e permanecerá (e o cinema mais que nenhuma outra, visto que de todas é a que mais depende do álibi material)
Enfim, prefiro dar o cu pruma Scânia a me sujeitar mais uma vez a uma forma baixa de terrorismo estético

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