quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Uma pena a utilização feita do Comolli teórico, bastante repreensível quando escreve sobre documentário e "o risco do real" (pessoalmente, acredito que o trabalho do Michel Delahaye nesse campo é muito mais estimulante e fértil), e a falta de atenção e interesse pelo Comolli crítico, que nos anos 60, como exegeta de Hawks, Ray, Olmi, Godard, Bergman, Sirk e Mankiewicz, dava um banho no Comolli de hoje.

No que toca a utilização dos seus escritos recentes, os métodos e as teorias - profundamente questionáveis - da intelectualidade acadêmica brasileira em peso, que busca legitimar em massa a produção documental brasileira a partir dos mais abstratos pressupostos comollianos, devo dizer que prefiro o oportunismo, a corrupção e a desonestidade vivas dos filmes de Jacopetti & Prosperi.

E talvez seja a partir da obra desses senhores que um debate interessante sobre censura deva ser travado.

Um comentário:

bruno andrade disse...

Aí Migliorin, essa aqui vai dedicada especialmente para você.

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