sábado, 4 de fevereiro de 2012

O único cineasta moderno do cinema brasileiro é Paulo Cezar Saraceni.

2 comentários:

Guilherme Kramer disse...

VIu isso aqui?

http://www.filmmakermagazine.com/news/2012/02/abel-ferrara-ten-lessons-on-filmmaking/

bruno andrade disse...

Vi sim.

Revelador pegar as trajetórias do Scorsese e do Ferrara, dos 70 - quando podiam inclusive se permitir intercambiar a mesma cartela de início para seus filmes (o "This film should be played LOUD!") - aos dias de hoje, e ver que Ferrara, mais do que permanecer fiel, levou às últimas conseqüências, às conseqüências mais inextrincáveis a sua moral de homem de espetáculo bárbaro e selvagem enquanto Scorsese virou um superautor de fitas ainda mais flacidamente desengonçadas que o pior academicismo de 50 anos atrás, o arroz-de-festa oficial da igualmente flácida cinefilia dos dias de hoje. Um é profundamente generoso na sua profunda intransigência enquanto o outro confunde generosidade com regalias de confissões cinéfilas ("quando eu tinha 9/10/11/12/13/14 anos, minha mãe me levou num cinema com tela VistaVision para ver ________ [preencha o espaço com o previsível clássico canônico obrigatório de sempre]").

Scorsese agora quer brincar de ser DeMille, mas quem está mais à altura do verdadeiro catolicismo do maior autor-cineasta católico da história do cinema é outro nova-iorquino, expatriado da América e mais específica e profundamente do cinema americano.

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