quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Limitação não é gostar de algo e, pior, assumir que se gosta de algo... Limitação é gostar e dizer que não gosta, ou desgostar e dizer que gosta. Ou ainda passar os anos 2000 todinhos pagando pau pra Hou, Kiarostami, Hong, Eastwood, Tarantino, Yang (cineastas do Rissient, portanto cineastas, esses sim, de um possível neomacmahonismo), falando inclusive de "suprema beleza" no caso do Hou, sem se dar a menor conta de que se é neomacmahoniano, e o sendo ainda por cima pelo intermédio de um pateta legitimado por etimologias acadêmicas histriônicas como o Burdeau - que, como o Assayas nos anos 80, adorava pegar uma caroninha nas valorações do Rissient (nem mesmo com o conhecimento do que um Bozon, uma Camille Nevers ou uma Frappat, para ficar em apenas três críticos bem superiores ao Burdeau e do mesmo período, estavam fazendo nesse período com a herança incontornável, ao menos no campo da crítica cinematográfica, da ação macmahonista, passando por territórios antes explorados e levando-a a campos até então inexplorados - cf. Lettre du cinéma).

Isso sim é limitação.

O melhor a se fazer, em todo o caso, é beber da água direto da fonte - ou seja, não do Rissient, do Lourcelles ou do Mourlet, mas do T.S. Eliot, do Faure, do Borges ou do Winckelmann. Pelo menos se ainda estamos falando de crítica de arte, e não de estudos culturais.

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