quinta-feira, 8 de maio de 2014

Enquanto regozijam-se e masturbam-se com a renovação semanal de cânones dos espólios Cinema Scope/Brenez/vulgar auteurism - visto que Honoré, Desplechin, Ainouz e tantos outros gênios-de-um-dia já caíram da graça, perderam o frescor (i.e. saíram do prazo de validade, já não correspondem mais às exigências sempre cambiáveis da "arte contemporânea"); porque só fazem antecipar e aguardar avidamente, ano após ano, a putaria diária de Cannes-Locarno-Berlim etc.; e porque confundem, dia após dia, curiosidade e inquietação com inflação e especulação de ativos no mercado cultural internacional da "sétima arte" (sétima porém entupida de seis), deixam escapar e assim condenam, pelas suas miopias e avareza de espírito, dois cineastas ímpares no cinema mundial e uma autêntica obra-prima - possivelmente o que de melhor se produziu em Portugal desde Juventude em Marcha; certamente um dos cinco melhores filmes da década - ao ostracismo.

(sobre o filme em questão: Straub + Jean Painlevé)

... to strenghten the perceptive faculties and free them from encumbrance, such encumbrances, for instance, as set moods, set ideas, conventions; from the results of experience which is common but unnecessary, experience induced by the stupidity of the experiencer and not by inevitable laws of nature.

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