domingo, 31 de agosto de 2008

Le secret du cinéma, c'est la découverte progressive du décor, du monde qui entoure les personnages. L'image doit être une surprise continuelle pour l'oeil. La caméra ne doit jamais révéler d'un coup toute une scène, mais la faire découvrir lentement et en révéler progressivement les beautés. Il faut chercher l'équilibre de la scène. Il faut un goût très sûr pour arriver à un bon résultat.

Riccardo Freda entrevistado por Jacques Lourcelles e Simon Mizrahi (julho de 1961 e abril de 1962), Présence du Cinéma n° 17, março 1963, p. 20

Uma vez as coisas devidamente colocadas, Freda rejeita num só golpe Assayas (tão acadêmico quanto o mais acadêmico cineasta francês) e Stephen Sommers (tão exaustivo quanto o mais entediante filme de George Stevens).

TV5

VINCENT, FRANÇOIS, PAUL ET LES AUTRES..., quinta, dia 04, às 20:30

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Scorsese precisaria morrer e nascer de novo para conseguir extrair do mundo essas coisas...

(... bem como da lua)

O Despertar do Mundo (Brecht + Ophüls)


























































O mundo no esplendor de sua lógica.
Como escreveu um amigo meu, enquanto que realizadores como Coppola ou Scorsese vão buscar a sua inspiração aos livros, eu vou colhê-la à vida. Não há outros filmes nos meus filmes, saiu tudo da vida, de experiências reais.

...

Tal como nos meus livros, vou buscar experiências minhas ou coisas que conheço. Como comecei a singrar na vida muito novo, tal como Orson Welles, viajei muito e vi tantas coisas, que tenho muito onde ir buscar. Muito mais do que as pessoas que fizeram cursos de cinema.

Nunca estudou cinema?

Não. A minha formação é em artes plásticas e arquitectura. Não sou um típico "homem de cinema". Quando me perguntam quais as minhas influências, respondo Degas, Frank Lloyd Wright, Louis Sullivan, etc.






« ... Mais en somme, pourquoi se fût-il soucié de l'espace? Un homme et une femme déshabillés à l'antique, des palmes balancées, une passion simple lui suffisaient pour établir dans l'ordre des gestes un équivalent des fresques égyptiennes, d'où la perspective est absente, non le coeur. »

Michel Mourlet, Hommage à Cecil B. DeMille, Cahiers du cinéma n°97, julho 1959

quinta-feira, 28 de agosto de 2008



Ninguém mais confortável com a violência que eclode de pulsões latentes e recônditas (aqui apresentadas o mais literalmente possível, como não poderia deixar de o ser com um ex-aluno de Brecht: um bar de bandidos que remete ao mundo subterrâneo e sufocante do qual Dirk Bogarde e Alexis Smith passam o filme todo querendo escapar) que o bom e velho Losey. Não há nada em Buñuel, Lang, Brisseau, Mizoguchi, Lupino ou Bresson capaz de chegar nem mesmo perto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008





Je l'ai dit cent fois, je le dirai mille fois, jusqu'à ce qu'un ou deux lecteurs comprennent. Deux lecteurs comprennent, et le tour est joué, mes idées sont sur rails, je suis moins seul. Se sentir moins seul, pour un homme du froid comme moi, ça fait chaud au coeur.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Uma continuidade do coração


















































































































































Entrevista Serge Bozon

(...) Mais avant Biette, j’avais déjà adoré Bouvet dans le rôle du diable dans Sous le soleil de Satan (1987). Son baiser à Depardieu… c’était énorme.

Après avoir adoré A nos amours et Sous le soleil de Satan, n’es-tu pas passé par un rejet de Pialat, qui d’une certaine façon est la quintessence de ce cinéma que tu as qualifié d’“existentiel” ?

Rejet non, mais saturation. Quand j’ai commencé à vouloir faire des films, dans les années 90, l’influence de Pialat était vraiment dominante. Tous les premiers films parlaient de jeunes gens du Nord, tous en difficulté sociale… On ne voyait que des versions ternes de Passe ton bac d’abord.
(...)

TV5

LES CHOSES DE LA VIE, quinta, dia 28, às 20:30
MAX ET LES FERRAILLEURS, sexta, dia 29, às 18:00
UN MAUVAIS FILS, sábado, dia 30, às 3:30

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Heterodoxos filhos da puta

"Opinião não se discute", dizem alguns; e, no entanto, nada mais discutível que uma opinião quando ela é falsa.

(fato que, desnecessário insistir, já mostra o solo frágil sobre o qual algumas catedrais se levantam)

domingo, 24 de agosto de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

D'ailleurs, la télévision n'est faite que pour les enfants. Pour faire un travail correct, il faudrait répéter beaucoup plus qu'on ne le fait, s'occuper de très près des décors et des acteurs. Et puis, à mon âge, je ne vais pas me lancer dans la course. La télé est un travail de jeunes. J'ai déjà assez peiné dans le cinéma pour ne pas aller maintenant dans cette boîte à cinglés qu'est la TV!

Allan Dwan entrevistado por Simon Mizrahi (agosto de 1964), Présence du Cinéma n° 22-23, setembro-outubro 1966, p. 24
Como começamos amargamente, melhor então dar o devido prosseguimento.

Apesar das Scorseseadas, o cineasta a quem Desplechato mais se assemelha é, irrefutavelmente, Spielberg.

Reis e Rainha possivelmente o Hook dos bordéis intelectuais.

E Desplechin o cineasta mais asqueroso do propalado cinema karaokê (posto que possivelmente assumiu do Bertolucci) - portanto, fortíssimo candidato ao título de cineasta mais asqueroso da história do cinema.
Não adianta mais.

Você pode submetê-los por quantas horas quiser, e uma incapacidade de ordem primária, discussões que não podem nem ser chamadas de ultrapassadas ou regressivas (porque jamais existiram em outro tempo, porque são desvios daquilo que existiu, que se produziu, se instigou e - o mais importante aqui - se refutou), são essas coisas que cristalizar-se-ão diante de nossos olhos já advertidos.

Nem mesmo de reformismo é possível falar (ou de academicismo, para que fique bem claro do que se trata). O melhor é não falar.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Felipe diz:
É como vc disse: O Kinski só poderia ser truculento com aquele rosto. Como o Theodoro Cochrane pode ser sempre tão calmo, como? Ele deveria ser viciado em drogas, briguento e ateu

Bruno diz:
Ele deveria estar puxando uma carroça



Italo Disco - Wikipédia, a enciclopédia livre

domingo, 17 de agosto de 2008

sábado, 16 de agosto de 2008

Les dictionnaires, en général, sont des ouvrages collectifs réunissant un bataillon d'experts. Rien de tel ici : l'auteur a tout fait en solo. Voilà le coup de maître de Lourcelles. Il a sélectionné les films et rédigé chacune des notices. Il a aussi choisi certaines polices de caractères, la série de photos au milieu, et enfin, labeur qui lui a pris un temps fou, il s'est chargé de l'index. D'où l'impression singulière d'avoir en main un livre personnel, éminemment subjectif. Ce que son auteur aime démentir, préférant parler de « livre individuel en quête d'objectivité » ou de « manuel scolaire ». Il est vrai qu'il a pour lui la clarté : jamais jargonneux, ce dictionnaire, rigoureux et synthétique, a le mérite rare de pousser assez loin l'analyse sans oublier d'être didactique. Et surtout : il donne envie. De voir les films et, au-delà, de se passionner pour le cinéma.

http://www.flickr.com/photos/fazendoartes/453506070/

Dica do Evandro.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

I wasn't raised a catholic, so guilt never played much of a role in my life. We methodists don't worry about guilt all that much. In terms of cinema, however, guilt has always been very important. In film school we studied all the classics - silents, German expressionism, Russian montage, Italian neorealism, you know the litany. I realised right way that with a few exceptions I didn't really enjoy or love any of the classic films. I mean, how can you really love Greed? Even the cutdown version is hard to take. So Let's talk about flops and trash. The Poor, The Awful, The Stupid - movies I dearly love and would much rather watch than classics. As a kid, I knew a lot of the movies I saw were hideous, but I didn't care, I loved them anyway. I forgave everything. Now when I see these same films, I still love and forgive. It's a case of arrested development. Only now I suppose there's more guilt associated with this love of trash because somehow I must know better. Well, I don't. As you will see.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ripa na chulipa.

Mojica não é cult, Mojica não é kitsch.

É a voz impassível do desvario e da razão em meio a um mundo cada vez mais resignado e irracional.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Em algum canto obscuro de uma mente retorcida entre Udo, Ewoks e Henri Langlois...

(obrigado, obrigado, obrigado)
[...] Rejouer la chute de l'empire romain, certes, mais au sein de la Rome des années 2000, le contraint ainsi à inventer de nouvelles représentations. Loin des cuves alchimiques ou des gargouilles diaboliques, le frisson du Mal prend ici le visage d'une femme jetant dans le Tibre son nourrisson avant d'éclater en sanglots, celui d'une paroisse transformée en un asile de fous et d'une épidemie de suicides, passe par des séquences de vandalisme, de viols et d'agression arbitraires, toutes relayées par des médias désemparés. [...]

Jean-Baptiste Thoret


« Inseridos no espírito revivalista romântico da época, os pré-rafaelitas desejam devolver à arte a sua pureza e honestidade anteriores, que consideram existir na arte medieval do Gótico final e Renascimento inicial. »

« Este grupo, organizado ao modo de uma confraria medieval, surge como reação à arte acadêmica. »
'96: The Sunchaser
'05: Grizzly Man

É assim que é.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

John Carpenter é uma espécie de reserva moral contemporânea do cinema popular. (...)

(...) "Vampiros" atém-se à tradição: mordidas, ameaça de contágio, sangue, beleza de crepúsculos e auroras, o sentimento de perigo por toda parte, o vermelho.

sábado, 9 de agosto de 2008

La critique, avant d'avoir ses bénéficiaires, a ses victimes. Malheureux spectateurs, au quart spécialisés, qui ont appris à décomposer (le film en ses éléments) et ne savent plus que faire de ce dernier élément là tout seul, irréductible, isolé et alors inutilisable, la mise en scène. Qui ont appris à décomposer au moment où - ce n'est pas de chance - tout le cinéma moderne (1963: The Cardinal - Lawrence d'Arabie - It's a Mad, Mad, Mad, Mad World) tend à devenir plus synthétique, plus unitaire, plus complet; la mise en scène à n'être, si elle a jamais été autre chose, que la synthése de ses éléments ou, pour employer un mot plus beau, leur fusion, ou un autre plus beau encore, leur communion.

Bom e velho Lourcelles.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

http://www.cineclubdecaen.com/analyse/dvd/coffretbrisseau.htm

« (...) La limite au-delà de laquelle la mise en scène, par une démarche comparable à celle de Mallarmé, basculerait dans l'absence de mise en scène. Une plus grande domination de la matière aboutirait à sa suppression et dépasserait le rôle médiateur de l'art. »
Há algo de podre no reino de Haddonfield.


Eurodisco c-o-m-a-n-d-a.

E o Ferreri já sabia disso em '84.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008




Lembram-se disso?

Final de La Terza madre?

Mesma coisa.

Cale a sua fossa imunda, Desplechin!

"So one might, very schematically, distinguish four moments: the invention of montage (Griffith, Eisenstein), its deviation (Pudovkin-Hollywood: elaboration of the techniques of propoganda cinema), the rejection of propoganda (a rejection loosely or closely allied to long takes, direct sound, amateur or auxiliary actors, non-linear narrative, heterogeneity of genres, elements or techniques, etc.), and finally, what we have been observing over the last ten years, in other words the attempt to 'salvage', to re-inject into contemporary methods the spirit and the theory of the first period, though without rejecting the contribution made by the third, but rather trying to cultivate one through the other, to dialectise them and, in a sense, to edit them."

Jacques Rivette

(obrigado)

domingo, 3 de agosto de 2008

Setembro '08

sábado, 2 de agosto de 2008

« La critique a été anéantie par l'intrusion de l'idéologie »

De ce creuset sortent, si on le leur permet, les œuvres enracinées : dans un terroir, un passé, une langue. Ce sont les seules qui durent. Voyez Gance, Renoir, Pagnol, Guitry, Rohmer, Sautet, Pialat, Gérard Blain, Tavernier, Bertrand Blier, certains films de Chabrol et de Corneau… Comment définir ce génie pour que la définition englobe des tempéraments et des inspirations aussi diverses ? Je dirais peut-être : une grâce poétique et une liberté d’allure consubstantiellement liées à la clarté toujours lumineuse de l’expression.

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Il n'existe pas d'art apatride, pas plus que d'art international (sauf fabriqué pour des galeristes marchands de soupe) ou continental, ou ethnique ou même religieux.

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(...) Je n’accorde aucun crédit à la critique actuelle en général, qui a donné maintes fois en matière de cinéma la preuve de son incompétence.

Entretien avec Michel Mourlet
Perante isso, a crítica pode ser o supremo exercício do equívoco. Na tentativa de se dizer algumas palavras sobre Contos da Lua Vaga, corre-se o risco de se dizer muito pouca coisa - ou mesmo nada. Parece que no filme de Mizoguchi qualquer categorização é uma distorção, já que ele não é passível de compreensão através do verbalismo e da racionalização, coisas que obstruem muitas vezes a sensibilidade ocidental (e moderna). Assim, poderia se dizer que para entendê-lo é necessário compreender a cultura e arte oriental. Bobagem. Jacques Rivette inclusive apontava para a universalidade do filme, dizendo que para entendê-lo necessário aprender, não a língua japonesa, mas sim "o cinema".

Aqui.

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