quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

72 anos

























5 comentários:

Jesús Cortés disse...

Una obra maestra total

bruno andrade disse...

Ainda hoje, e lá se vão alguns anos, é o meu filme favorito.

PSL disse...

É o melhor filme do Mickey Rourke e, também, do Cimino. Um dos melhores de vingança (melhor que Point Blank, que eu acho um baita filme, certamente).

PSL disse...

Retificando... o melhor filme de vingança dos anos 80 junto com Live and Die in LA.

bruno andrade disse...

Revendo partes do filme ontem. Impensável alguém fazer um filme desses hoje - a patrulha politicamente correta (em miúdos: fascismo intelectual), esse climinha "we are the world" que rola entre a juventude twitteira chantagista (que tem os mesmos preconceitos, medos e racismos que todos temos, com a diferença que se reprimem para poder disfarçar uma imagem cretina de "civilizados"), não toleraria e cairia em cima do Cimino, acusando-o de xenófobo, Fassbinder de anti-semita, Fuller de racista e fascista demente, Ford de bitolado histórico, Lang e Rohmer de arianos supremacistas, De Mille de conservador, Rossellini de homofóbico, Gance de selvagem, Brisseau, Buñuel e Hitchcock de tarados niilistas misantropos... Eles adoram e vibram com essas coisas, ou só se permitem adorar, quando os filmes são antigos, porque aí podem "contextualizar", "problematizar", "situar" e outras soluções tão abstratas quanto impraticáveis; não vêem que o que há de extraordinário nesses autores é que eles possuem a visão de quem em algum momento ou em outro, de alguma forma ou de outra, foi tentado pela violência do preconceito ou do racismo, e que seus filmes são os embates bem sucedidos entre intelecto e ignorância, consciência e inconsciência, lucidez e embriaguez. Tire essa perturbação, tire esse ruído das tensões concretas e abstratas do mundo que anima o cinema deles, e você terá um desses filmes amenos, dóceis, na realidade inertes e afásicos, que fazem sucesso em festivais mundo afora, como os dessa foucaultiana chata chamada Lucrecia Martel ou os desse sub-Paradjanov acadêmico que é o Apichatpong.

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