sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Crítico brasileiro é uma coisa engraçada: tenta atribuir a correntes artísticas coisas que até a neurociência revela de maneira mais eficaz (memórias de longa duração explícita/implícita, curto prazo, memórias extintas/esquecidas -> diencéfalo, hipocampo, córtex entorrinal e córtex parietal associativo -> estriado, neocórtex, vias reflexivas; amígdala, cerebelo -> neuroplasticidade etc. etc.).
Por que qualquer leitor deveria ver o último Coutinho se, de acordo com o que se escreve sobre o filme, ele pode ter a mesma experiência numa aula de neurofisiologia?
Aonde se fala do filme?
De que forma se pensa o filme?
De que filme, afinal, tratam?
Nem com cem bilhões de neurônios parecem capazes de escrever algo minimamente pertinente.
Falou.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Tudo isso teve fim com a falsa explosão cartesiana e escatológica de Dubuffet. Mas os críticos ditirâmbicos da velha arte moderna continuam e continuarão ainda por muito tempo prostáticos e alegres com a feiúra sentada em seus joelhos. Não se fatigarão dela.
Os críticos da velha arte moderna foram sobretudo enganados e corneados pelo "moderno" mesmo. De fato, nada envelheceu mais depressa e pior do que aquilo tudo que num momento eles qualificaram de "moderno".
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A introdução da feiúra na arte moderna começou com a adolescente ingenuidade romântica de Rimbaud, quando disse: "a beleza sentou-se em meus joelhos e estou fatigado dela". Foi por essas palavras cifradas que os críticos ditirâmbicos - exageradamente negativistas, e odiando o classicismo como todo rato de esgoto que se respeita - descobriram a agitação biológica da feiúra e seus inconfessáveis atrativos... Começaram a se maravilhar com uma nova beleza, que diziam "não-convencional", e ao lado da qual a beleza clássica tornava-se de repente sinônimo de frivolidade.
Todos os equívocos eram possíveis, inclusive o dos objetos selvagens, feios como os pecados mortais (que eles são, em realidade). Para ficarem em uníssono com os críticos ditirâmbicos, os pintores passaram a fazer o feio. Quanto mais o faziam, mais eram modernos.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Melhores 2011
1. Phenomena
2. Phenomena
3. Phenomena
4. Phenomena
5. Phenomena
6. Phenomena
7. Phenomena
8. Phenomena
9. Profondo rosso/Opera
10. Tenebre/Stendhal
11. L'uccello/Gatto
menção especial: 12/10/11, Trauma
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Bien que notre travail sur le découpage ait consisté principalement à effacer toute trace d'intentions, d'expression, je peux dire par exemple ce que ma femme a éprouvé en dactylographiant le découpage sur des stencils, que ce serait simplement un film sur la mort. Mais ce sera aussi - j'espère que ce ne sera plus dedans alors, et pourtant encore dedans - un film sur un « homme libre », comme dirait Bernanos. Bach est pour moi l'un des derniers personnages de l'histoire de la culture allemande chez lequel il n'y a pas encore divorce entre ce qu'on appelle artiste et intellectuel; on ne trouve pas trace chez lui de romantisme - on sait ce qui est en partie sorti du romantisme allemand; il n'y a pas chez lui la moindre séparation entre l'intelligence, l'art et la vie, pas de conflit non plus entre la musique « profane » et « sacrée », chez lui tout était sur le même plan. Pour moi Bach c'est le contraire de Goethe.
Sur « Chronique d'Anna Magdalena Bach », par Jean-Marie Straub, Cahiers du Cinéma nº 193, setembro 1967, p. 58
Note ajoutée: L'histoire du cinéma est loin d'être achevée - à peine commencée en réalité. Trois domaines à mon avis devraient tenter les futurs historiens du cinéma. Je les indique brièvement: 1) le cinéma français d'avant-guerre: un cinéma qui a beaucoup demandé à des gens qui n'étaient pas exactement gens de cinéma, surtout gens de théâtre - acteurs, dramaturges - et qui, en conséquence, a beaucoup reçu d'eux; un cinéma dont les buts, les méthodes, l'esprit sont presque aussi différents de ceux du cinéma français d'après-guerre que s'il s'agissait de deux cinémas de nationalité différente. Avec le sourire (1936), film écrit par Louis Verneuil et mis en scène par Maurice Tourneur est, par son invention, sa vivacité, son cynisme, son expressivité à tous les niveaux (en particulier social et moral) un film typique de cette période, où le cinéma français fut peut-être le premier du monde. Bien mièvres et bien scolaires en tous cas nous paraissent aujourd'hui, à côté de ce film, les meilleures comédies américaines de l'époque. Il est sûr qu'il y a là tout un domaine à explorer et à recenser avec, comme on dit, « un regard neuf »; 2) le courant comique dans le cinéma italien des débuts du parlant à nos jours (de la clownerie pure à la plus virulente satire sociale) est un filon sans doute intéressant lui aussi; 3) le troisième domaine est peut-être le plus important: il s'agirait d'examiner, dans une perspective historique, le rôle de chacune des principales firmes américaines. Cette étude n'est pas à mener, comme certains le croient, d'une manière hostile à la notion d'auteur. Ses conclusions au contraire mettraient on ne peut mieux en valeur l'importance et le talent respectifs des grands du cinéma U.S.
Jacques Lourcelles, Journal de 1966, Présence du Cinéma n° 24-25, outono 1967, p. 79
sábado, 3 de dezembro de 2011
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